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29 de janeiro de 2026

Deputado Evandro Araújo (PSD) pede explicações à ANTT sobre antecipação do “pedágio eletrônico” no Paraná


Por GMC Poder Publicado 29/01/2026 às 10h48
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A instalação de pórticos eletrônicos para cobrança automática de pedágio nos lotes 4 e 5, que atingem as regiões Norte e Noroeste do Estado, tem tirado o sono de usuários que moram próximos aos locais. Isso porque, segundo informações do deputado estadual Evandro Araújo (PSD), a cobrança pelo sistema “free flow” (fluxo livre, em inglês), que deve começar ainda no primeiro semestre deste ano, será feita por tarifa cheia, e não por quilômetro rodado, como muitos esperavam.

Se isso acontecer, segundo o deputado, os principais prejudicados serão os moradores lindeiros, aqueles que vivem nas proximidades dos pórticos que estão sendo instalados. “O sistema ‘free flow’ foi incluído na concessão como forma de modernização, o que deveria ser positivo, já que as pessoas não ficariam paradas em praças de pedágio. No entanto, a forma justa, e que defendíamos, era o ‘free flow’ por quilômetro rodado, pois cada um pagaria pelo trecho percorrido. Mas a informação que tivemos da concessionária é de que, nos lotes 4 e 5, a cobrança será cheia e não proporcional”, explicou.

A modalidade de cobrança por tarifa cheia vem causando polêmica na região, sobretudo após o início da instalação dos pórticos em substituição às antigas praças físicas de pedágio nos trechos entre Marialva e Mandaguari e também em Presidente Castelo Branco. De acordo com as concessionárias responsáveis pelos lotes 4 e 5 (EPR/Grupo Pátria), o objetivo é que todas as praças físicas sejam substituídas pelo sistema “free flow”, com pórticos sem cancela ou necessidade de parada.

Os moradores das imediações, que fazem deslocamentos curtos, muitas vezes para ir ao trabalho ou acessar serviços básicos, consideram injusto pagar uma tarifa cheia. “Existem pessoas que fazem esse caminho várias vezes ao dia. Muitos moram na área rural e precisam ir à cidade, outros para visitar parentes ou mesmo ir à farmácia. Não é justo que paguem um valor cheio, como alguém que está viajando pelo Estado e percorre toda a rodovia”, afirmou Araújo.

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