Semana decisiva na política paranaense

A semana que antecede o prazo final de filiação partidária, em 4 de abril, reorganiza de forma concreta o tabuleiro político do Paraná. O senador Sergio Moro já se posiciona no PL como um dos principais polos da disputa estadual, enquanto outras lideranças aceleram decisões para não ficarem isoladas eleitoralmente. Nos bastidores, a movimentação é intensa e menos ideológica do que estratégica: trata-se de garantir estrutura partidária, tempo de televisão e viabilidade real de candidatura em 2026.

No campo governista, o deputado estadual Alexandre Curi avalia deixar o PSD, movimento que pode redesenhar o equilíbrio interno do grupo político ligado ao atual governo. Ao mesmo tempo, o secretário das Cidades, Guto Silva, já sinaliza saída do cargo para entrar de vez na disputa eleitoral, indicando que o bloco governista também terá mais de um nome buscando protagonismo. Essas decisões não são isoladas: fazem parte de uma estratégia mais ampla de posicionamento antecipado, evitando sobreposição de candidaturas dentro do mesmo campo.
Já no MDB, o ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca se consolida como uma alternativa competitiva, reforçando a presença do partido na disputa majoritária. O cenário que se desenha até o dia 4 de abril não é apenas de filiações formais, mas de definição de forças: quem entra em qual partido, com qual projeto e com quais alianças. No Paraná, essa semana não apenas organiza candidaturas — ela antecipa, de fato, o desenho da eleição de 2026.
