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18 de maio de 2026

Caso Sttela e Letycia: ex de ‘Dog Dog’, principal homem envolvido no desaparecimento das primas, é presa; vídeo


Por Thiago Danezzi Publicado 18/05/2026 às 17h28
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Foto: Reprodução |

O caso do desaparecimento das primas Sttela Dalva Meleg,ari Almeida e Letycia Garcia Mendes, ambas de 18 anos, ganhou um novo desdobramento. A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu temporariamente uma mulher, de 23 anos, suspeita de prestar apoio financeiro e logístico a Clayton Antonio da Silva Cruz, de 39 anos, conhecido pelos apelidos de “Dog Dog” e “Sagaz”, principal investigado no caso.

A prisão aconteceu na última sexta-feira, 15, em Paraguaçu Paulista, no interior de São Paulo, mas a atualização da investigação foi divulgada nesta segunda-feira, 18, pelo delegado responsável pelo caso, Luís Fernando Alves Silva, da 21ª Subdivisão Policial de Cianorte.

Segundo o delegado, a suspeita é ex-companheira de Clayton e estaria auxiliando o foragido enquanto ele tenta escapar das autoridades.

“A medida cautelar contra a suspeita, ex-convivente do investigado, foi representada pela Polícia Civil do Paraná e deferida pelo Poder Judiciário diante de indícios de que ela estaria prestando auxílio ao foragido”, afirmou o delegado.

Além do mandado de prisão temporária, policiais civis cumpriram buscas em três endereços ligados à investigada na cidade paulista. Um aparelho celular foi apreendido e será submetido à perícia, podendo ajudar a esclarecer o paradeiro do suspeito e das jovens desaparecidas.

Contas bancárias eram usadas pelo suspeito

De acordo com a Polícia Civil, as investigações apontam que contas bancárias registradas em nome da mulher estariam sendo utilizadas por Clayton Antonio da Silva Cruz durante a fuga. A suspeita, conforme a investigação, teria dado suporte financeiro e logístico ao homem, dificultando o trabalho policial e contribuindo para que ele permanecesse foragido. Clayton segue desaparecido e possui mandado de prisão temporária em aberto.

O que aconteceu com Sttela e Letycia?

O desaparecimento das primas ocorreu após uma viagem iniciada na noite de 20 de abril, quando as jovens saíram de Jussara e Cianorte, no noroeste do Paraná.

Segundo familiares, Sttela e Letycia disseram que iriam para uma festa na região de Maringá e poderiam seguir até Porto Rico, município conhecido pelas praias de água doce às margens do Rio Paraná.

De acordo com a investigação, elas embarcaram em uma caminhonete preta conduzida por Clayton, que utilizaria o nome falso de “Davi” para se aproximar das jovens. Horas depois, câmeras de segurança registraram o trio entrando em uma boate em Paranavaí, na madrugada de 21 de abril, por volta da 1h10.

Pouco antes, Sttela chegou a publicar uma foto nas redes sociais dentro do veículo ao lado do suspeito. Letycia foi marcada na publicação. Segundo a polícia, a última atividade digital das duas aconteceu às 3h17 da madrugada do dia 21 de abril. Desde então, não houve mais contato com familiares, mensagens ou movimentações nas redes sociais.

Polícia trabalha com hipótese de duplo homicídio

Após semanas de investigação, a Polícia Civil passou a tratar o caso como um possível duplo homicídio, embora outras linhas, como sequestro e cárcere privado, ainda não tenham sido descartadas.

As investigações apontam que Clayton teria retornado sozinho para Cianorte entre os dias 22 e 23 de abril. A caminhonete utilizada no trajeto foi posteriormente abandonada e, segundo a polícia, seria um veículo clonado.

Depois disso, o suspeito fugiu utilizando uma motocicleta e nunca mais foi localizado.

Suspeito tem extensa ficha criminal

Conhecido pelos apelidos de “Sagaz”, “Dog Dog” e “Cleitinho”, Clayton Antonio da Silva Cruz possui um histórico criminal extenso, com registros por:

  • tráfico de drogas;
  • associação para o tráfico;
  • porte ilegal de arma;
  • roubo agravado;
  • cárcere privado;
  • uso de identidade falsa.

Segundo a Polícia Civil, ele já cumpriu cerca de sete anos de prisão após uma operação contra o tráfico realizada em Mandaguari. O investigado também teria condenação relacionada a um roubo violento contra a casa de um ex-prefeito da região de Apucarana.

A PCPR segue investigando o caso e tenta localizar tanto as jovens desaparecidas quanto o principal suspeito.

Como denunciar

A população pode contribuir com as investigações de forma anônima pelos telefones 197, da Polícia Civil, 181, do Disque-Denúncia, 190, da Polícia Militar, ou diretamente à 21ª SDP de Cianorte, pelo telefone (44) 3637-5300.

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