Surto de ebola pode chegar ao Brasil? Saiba o que dizem especialistas

A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta internacional após a confirmação de um novo surto de ebola na República Democrática do Congo. Até o momento, já são ao menos 80 mortes confirmadas e centenas de casos suspeitos, além de registros da doença em países vizinhos, como Uganda.
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O surto atual envolve uma variante menos conhecida do vírus, chamada bundibugyo. Segundo especialistas, isso traz desafios adicionais para o controle da doença, já que há menos conhecimento sobre a cepa e não existem vacinas ou tratamentos disponíveis para esse subtipo.
A infectologista Carla Kobayashi, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, explica que o alerta está ligado tanto pelo número de casos quanto pela expansão geográfica.
“Já temos um número considerável de mortes e casos fora da região inicial, o que aumenta a preocupação. Além disso, é um subtipo que não era o foco das vacinas em desenvolvimento”, afirma.
Apesar disso, ela destaca que o risco de disseminação global continua baixo. “Quando a OMS emite um alerta, os países passam a reforçar a vigilância, o que permite identificar casos suspeitos, monitorar contatos e evitar que o vírus se espalhe”, ressalta.
O ebola é uma doença grave, com sintomas que podem começar de forma semelhante a uma gripe, com febre, dor de cabeça e cansaço. Com a progressão, podem surgir vômitos, diarreia e, em casos mais severos, falência de órgãos e hemorragias.
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