Câmera flagra momento em que cliente é morto por advogado com golpes de faca; vídeo
Imagens obtidas pela polícia ajudam a esclarecer as circunstâncias do homicídio que terminou com a morte de Nelson de Souza Pedro, de 48 anos, em um apartamento na Zona 7, em Maringá – veja o fim da reportagem. O principal é o advogado criminalista Rodrigo Gawlinski, de 32 anos, que atuava na defesa da vítima em um processo judicial.

A Delegacia de Homicídios de Maringá concluiu o inquérito policial sobre o caso. Segundo o delegado de Adriano Garcia, Rodrigo foi indiciado por homicídio qualificado e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça.
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“A DH concluiu o inquérito policial em desfavor do advogado Rodrigo Gawlinski, autor do homicídio qualificado contra Nelson de Souza Pedro. Foram juntadas as gravações de videomonitoramento, bem como laudos periciais. O laudo de necropsia evidencia as diversas facadas, inclusive lesões decorrentes de autodefesa”, informou o delegado.
De acordo com Adriano Garcia, o advogado permanece hospitalizado em estado grave desde a ocorrência.
Relembre o caso

O crime ocorreu na noite do dia 19 de maio, dentro de um apartamento localizado na Rua Tietê, na Zona 7, em Maringá. Conforme o boletim de ocorrência da Polícia Militar, equipes foram acionadas após denúncias de um esfaqueamento no imóvel.
Ao chegarem ao local, policiais conversaram inicialmente com a filha da vítima, que apontou Rodrigo Gawlinski como autor do ataque. Segundo o registro policial, agentes encontraram o suspeito caído sobre Nelson de Souza Pedro, que ainda apresentava sinais vitais naquele momento.
O boletim aponta que, durante a abordagem, o advogado teria reagido às ordens policiais, entrado em luta corporal com os agentes e precisado ser contido com o uso de algemas devido ao estado de agressividade.
Duas mulheres que estavam no apartamento relataram à polícia que ouviram gritos, discussões e sons de agressão física vindos do cômodo onde vítima e suspeito estavam. Conforme os depoimentos, Rodrigo teria pegado uma faca e iniciado os golpes contra Nelson. Uma das testemunhas afirmou ter tentado interromper o ataque utilizando uma panela para afastar o agressor.
As investigações também apontam que advogado e cliente mantinham contato frequente desde abril, já que Rodrigo atuava na defesa de Nelson em um processo relacionado à violência doméstica.
Testemunhas ainda relataram possível uso de substâncias entorpecentes durante encontros entre os envolvidos, incluindo cocaína, crack, maconha e ritalina. No entanto, a Polícia Militar destacou que as informações foram obtidas por meio de depoimentos e ainda não foi divulhgada confirmação pericial conclusiva sobre eventual consumo.
Após ser contido, Rodrigo Gawlinski apresentou um quadro convulsivo e recebeu atendimento do Samu e do Corpo de Bombeiros. O local foi isolado para o trabalho da Polícia Científica, enquanto a Delegacia de Homicídios assumiu a investigação do caso, agora concluída.
