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29 de maio de 2026

Maringá recebe Museu Satélite do MAC-PR; conheça


Por AEN Publicado 29/05/2026 às 14h51
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Foto: Kraw Penas/SEEC

Maringá se tornou sede do primeiro satélite do Museu de Arte Contemporânea do Paraná (MAC-PR), na noite desta quinta-feira, 28. Esta é a terceira ativação que integra a política pública dos Museus Satélites, que já contemplou Londrina e Pato Branco com unidades do Museu Paranaense (MUPA), e marca um passo decisivo na descentralização dos acervos das instituições museais com administração estadual, antes concentradas em Curitiba.

A estratégia do Governo do Paraná, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (SEEC), visa a circulação obras dos equipamentos culturais do Estado por todas as macrorregiões, garantindo que o patrimônio cultural paranaense seja acessível e presente em todo o território.

“A chegada do MAC Maringá não é um evento isolado, mas a materialização de um compromisso do Governo do Estado com a descentralização do acesso à cultura. Estamos rompendo as fronteiras geográficas da Capital para garantir que o acervo que pertence a todos os paranaenses seja acessado por cada vez mais cidadãos” afirma Luciana Casagrande Pereira, secretária de Estado da Cultura.

Para o diretor de Memória e Patrimônio Cultural, André Avelino, a iniciativa marca um novo momento para a museologia no Estado. “O projeto dos Museus Satélites redefine o conceito de rede museológica no Paraná. Não estamos apenas enviando exposições. estamos estabelecendo polos de difusão com infraestrutura, ações educativas e um fluxo contínuo de intercâmbio”, reforça.

O MAC Maringá inaugura com a mostra “Tempos Permeáveis: atravessamentos do acervo do MAC-PR”. A exposição apresenta obras que exploram diferentes linguagens da arte contemporânea paranaense, reunindo trabalhos de artistas como Eliane Prolik, Dulce Osinski, Denise Bandeira, Lívio Abramo, Fernando Calderari e Poty Lazzarotto.

“A mostra Tempos Permeáveis foi selecionada para apresentar a potência da arte contemporânea paranaense presente em nosso rico acervo. Trazer esses ‘atravessamentos’ do acervo do MAC para Maringá permite um diálogo entre as obras da instituição e o espaço”, explica a diretora do MAC-PR Juliane Fuganti.

A chegada do MAC Paraná a Maringá foi celebrada por gestores, especialistas e a comunidade, que lotou o hall do Teatro Calil Haddad durante a cerimônia de abertura.

CELEBRAÇÃO – Para o secretário de Cultura de Maringá, Tiago Valenciano, a iniciativa encurta distâncias. “Estamos muito satisfeitos com a vinda do Museu de Arte Contemporânea. Além de ampliar a política de descentralização do Estado, isso permite que o maringaense e os moradores da região acessem uma arte que antes estava restrita a Curitiba. Agora, a cultura está a poucos quilômetros da casa de cada um”, afirmou.

Valenciano destacou ainda que o museu se soma a outras ações recentes do Governo do Estado na região, como o projeto Crianças no Teatro. “É uma conquista que reforça a excelente parceria que temos com a Secretaria de Estado da Cultura e para nós é um momento de alegria proporcionar um espaço cultural deste nível para a nossa população”, completou.

A importância estratégica da rede também foi ressaltada por Erika Takanashi, arquiteta e presidente do Núcleo Maringá do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-PR). “Eu acredito que a cidade de Maringá já tem uma cena pulsante de cultura. Na verdade, ela só precisa de mais impulso, de criação de uma rede ao longo de todo o Estado, para que esse movimento não seja só da Capital para o Interior, mas do Interior para a Capital também”, avaliou. 

Para quem produz arte, a novidade traz perspectivas de fomento. O artista visual Gabriel Hirano, recém-chegado a Maringá, disse estar surpresoi com a movimentação cultural da cidade. “É reconfortante chegar a um espaço novo e se sentir tão acolhido pela arte. Este museu será um ponto fundamental para potencializar contatos e consumir cultura. Senti que, como o próprio nome diz, nós também estamos orbitando esse ‘satélite’, formando um conjunto único”, comentou.

O sentimento de pertencimento também emocionou estudantes, como Clara Gurgel, acadêmica de Arquitetura e Urbanismo na UEM. “É emocionante ter obras tão grandiosas e um acervo tão rico perto da gente. Maringá está com uma proposta diversificada e ver que o Estado está valorizando a cidade dessa forma me deixa arrepiada”, relatou.

A inauguração atraiu até quem percorreu longas distâncias, como Osiaste Tertuliano de Brito, diretor-geral de Cultura de Loanda, que viajou cerca de 180 km para o evento e para o Encontro Regional de Museus.

“Vim prestigiar esta abertura com a expectativa de levar esse exemplo para o meu município. Meu desejo é que esse movimento se espalhe pelo Paraná todo. Estamos tentando fortalecer a cultura em cidades menores e estar aqui hoje é o primeiro passo para acompanhar esse andamento”, afirmou.

SATÉLITES – O programa consolida uma nova etapa da descentralização cultural no Paraná. Os Museus Satélites estruturam uma rede com programação contínua, com a circulação regular de acervos.

Além de Maringá, o cronograma prevê unidades em Cascavel, Guarapuava, Tunas do Paraná, Paranaguá e Ponta Grossa, vinculadas ao MAC-PR, Museu Paranaense (MUPA), Museu da Imagem e do Som (MIS-PR) e Museu Casa Alfredo Andersen. Todas as inaugurações estão previstas para o primeiro semestre de 2026.

PRESENÇAS – O evento contou com a participação do prefeito de Maringá, Silvio Barros; do presidente da Câmara de Vereadores, Majô Capdeboscq; e dos ex-secretários de Cultura de Maringá Victor Simião, Miguel Fernando e Francisco Pinheiro.

Serviço:

Museu Satélite | MAC Maringá

Aberto ao público com entrada gratuita

Segunda a sexta-feira, das 8h às 17h

Localizado no Teatro Calil Haddad (Av. Dr. Luiz Teixeira Mendes, 2500, Zona 04, Maringá)

Saiba mais sobre os Museus Satélites AQUI

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

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