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24 de junho de 2026

Sustentabilidade exige ação coletiva e mudanças de hábito, defende Silvio Barros na Arena Sustentável


Por Brenda Caramaschi Publicado 24/06/2026 às 15h40
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Silvio Barros palestrou na Arena Sustentável falando sobre as consequências diretas das intervenções humanas sobre o meio ambiente. / Foto: divulgação

As mudanças climáticas, a produção crescente de resíduos e a necessidade de transformar hábitos de consumo estiveram no centro da participação do prefeito de Maringá, Silvio Barros, no podcast da Arena Sustentável 2026. Durante a entrevista concedida no evento realizado no Eurogarden, o gestor defendeu que a sustentabilidade deve deixar de ser vista apenas como responsabilidade de governos e empresas e passar a fazer parte das decisões diárias de cada cidadão.

A Arena Sustentável reuniu empresas, universidades, escolas, instituições e órgãos públicos para apresentar iniciativas alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU) e estimular a adoção de práticas sustentáveis pela comunidade. Segundo o prefeito, um dos principais desafios atuais é fazer com que as pessoas compreendam a relação direta entre suas ações cotidianas e os impactos ambientais que serão sentidos pelas próximas gerações. “Tudo o que nós provocarmos de impacto agora vai refletir nas gerações que vêm depois da gente. São elas que vão viver em um planeta mais quente, mais desequilibrado e com consequências muito sérias para a sobrevivência humana”, afirmou.

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O prefeito de Maringá diz que a cidade busca eliminar o enterramento de resíduos sólidos. / Foto: divulgação

Durante a conversa, Silvio Barros destacou que as mudanças climáticas não são um fenômeno isolado, mas uma consequência direta das intervenções humanas sobre o meio ambiente e que o equilíbrio climático é fundamental para garantir a produção de alimentos e a segurança alimentar da população. O prefeito também chamou atenção para a quantidade de resíduos produzidos diariamente pela população dizendo que, cada pessoa gera, em média, cerca de um quilo de lixo por dia, sendo metade composta por resíduos orgânicos e metade por materiais como plásticos, embalagens e outros itens de difícil degradação. “A parte inorgânica permanece nos aterros sanitários mesmo depois que nós morremos. É um efeito residual que vai se acumulando ao longo do tempo e que o planeta não consegue suportar indefinidamente”.

Além do problema relacionado aos resíduos sólidos, o gestor destacou os impactos do lixo orgânico. Embora esse material se decomponha naturalmente, o processo gera metano, gás com elevado potencial de contribuição para o aquecimento global. “A decomposição da matéria orgânica produz metano, que é cerca de 20 vezes mais prejudicial para o desequilíbrio climático do que o gás carbônico”. Diante desse cenário, Silvio Barros apresentou uma das principais iniciativas ambientais em desenvolvimento no município: a política pública que busca eliminar o enterramento de resíduos sólidos em Maringá.

A prefeitura lançou um edital para identificar tecnologias capazes de transformar resíduos domésticos em insumos para novos processos produtivos. “No ano passado publicamos um edital para encontrar tecnologias que transformassem o lixo doméstico em matéria-prima para a indústria. Recebemos 16 propostas e selecionamos seis soluções que atendem aos requisitos definidos pelo município”, explicou. “O objetivo é parar de enterrar lixo. Assim, evitamos a geração de metano e deixamos de criar uma herança de resíduos para as futuras gerações. Essa é uma política pública de sustentabilidade que pode servir de exemplo para outras cidades brasileiras”, disse.

Apesar da importância das ações governamentais, o prefeito ressaltou que as transformações mais profundas dependem da participação da sociedade. Para ele, o consumo consciente é uma das ferramentas mais acessíveis para quem deseja contribuir com a sustentabilidade. “Consumir apenas o necessário e escolher produtos que gerem menos impacto ambiental após o uso são atitudes que qualquer pessoa pode adotar”, afirmou, citando a preferência por produtos locais, a compra de itens a granel para reduzir embalagens descartáveis e a utilização de refis em substituição a novos recipientes. “Reduzir, reutilizar e reciclar continuam sendo responsabilidades individuais que fazem uma enorme diferença quando praticadas por toda a comunidade”, destacou.

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