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02 de abril de 2026

Compra coletiva é alternativa para driblar alta de preços de alimentos em Maringá


Por Letícia Tristão/CBN Maringá Publicado 27/07/2022 às 17h13 Atualizado 20/10/2022 às 13h54
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Foto: Ilustrativa/Tânia Rêgo/Agência Brasil

Alguns restaurantes de Maringá estão fazendo cotação dos produtos em maior quantidade para tentar comprar com preços menores. Foi uma alternativa para não repassar os custos para o consumidor final.

Ir ao mercado sem se surpreender com o preço dos produtos está cada vez mais difícil. E mesmo para quem compra em grande quantidade, como os restaurantes, é um desafio manter a produção e qualidade sem repassar os custos ao consumidor final.

Será que existem alternativas para driblar os preços altos? Em Maringá, os restaurantes associados da Abrasel encontraram uma alternativa: compra coletiva.

Segundo o presidente da Abrasel Noroeste Paraná, Rafael Cecato, os restaurantes que compram os mesmos alimentos estão fazendo a cotação em maior quantidade para que o preço dos insumos saia mais em conta.

“O que a gente tem usado muito, […] é a tentativa de compras coletivas, diminuir o custo dos nossos insumos. Essa foi a grande providência que os nossos estabelecimentos tomaram. Buscando não prejudicar o cliente, mas também permitir que houvesse uma mínima margem de lucro”, disse Cecato.

Em Maringá, são cerca de 100 restaurantes associados. O restaurante que o Manoel Camargo é sócio aderiu a essa modalidade e tem compensado na hora de fechar o caixa. Segundo ele, atualmente quase metade dos alimentos que ele compra está sendo nesse formato de cotação compartilhada.

“Nem todo aumento a gente consegue repassar para o cliente. A gente faz uma revisão de preço anual. O item que eu comprei hoje, se eu comprei mais caro, eu não consigo repassar, então eu tenho que absorver e isso impacta a margem”, disse Camargo.

Mas ele diz que são vários fatores para não sair no prejuízo sem repassar os custos para o consumidor final.

“A compra é só uma parte do CMV, que é o custo da mercadoria vendida. Tem que estar muito atento à gestão diária, ao recebimento dos itens, ao uso correto, […] gestão de desperdício. […] Então é esse olhar de gestão para conseguir passar por esse momento”, disse.

Ouça na CBN Maringá.

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