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03 de março de 2026

Abimaq mostra preocupação com efeito da guerra no abastecimento e nas exportações


Por Agência Estado Publicado 03/03/2026 às 17h26
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A direção da Abimaq, entidade que representa a indústria de máquinas e equipamentos, manifestou nesta terça-feira, 3, preocupação com os possíveis efeitos de um prolongamento do conflito no Irã tanto nos mercados internacionais quanto nos investimentos em bens de capital no Brasil, especialmente no setor agrícola.

Mais do que aumento nos custos de insumos e do frete, a maior preocupação é com o transporte de cargas que passam pelo Estreito de Ormuz. Presidente da câmara setorial de máquinas e implementos agrícolas na Abimaq, Pedro Bastos comentou que elevações de custos podem ser compensadas por aumento nos preços dos produtos exportados pelos produtores agrícolas.

Já obstruções de rotas marítimas, em função da guerra, podem provocar um impacto substancial no abastecimento de insumos, como fertilizantes e diesel, assim como dificultar vendas ao exterior de produtos agrícolas. Esse cenário, consequentemente, prejudicaria os investimentos em máquinas e equipamentos usados nas lavouras.

“Se houver desabastecimento, fica muito difícil”, afirmou Bastos durante a apresentação do balanço com os resultados do setor de máquinas em janeiro.

Ele acrescentou que, além do impacto na produtividade por falta de insumos no campo, interrupções de rotas logísticas trazem incertezas a exportadores. Ele citou carne e milho entre os produtos que podem ter vendas ao Oriente Médio afetadas.

“Se tivermos uma guerra prolongada, o agricultor terá problema nas duas pontas, tanto no insumo quanto na venda”, declarou Bastos.

Ainda que as vendas de máquinas e equipamentos aos Estados Unidos tenham crescido 27,3% em janeiro – sugerindo uma reação antes do fim do tarifaço -, a Abimaq prega cautela em relação ao desempenho das exportações.

Além da possibilidade de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usar novas bases legais para sobretaxar produtos brasileiros, Cristina Zanella, diretora de economia da associação, observou que a guerra no Oriente Médio pode desestruturar todo o mercado internacional.

Ela pontuou que a perspectiva de recuperação das vendas perdidas no mercado americano tornou-se mais incerta. “Teremos que esperar e ver como que as coisas vão se dar ao longo dos próximos meses para poder rever os números que temos estimado”, disse Zanella.

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