Nós usamos cookies para melhorar a sua experiência em nosso site, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao acessar nosso portal, você concorda com o uso dessa tecnologia. Saiba mais em nossa Política de Privacidade.

03 de fevereiro de 2026

Ata: Copom repete que pretende cortar Selic em março, mas não crava magnitude


Por Agência Estado Publicado 03/02/2026 às 08h29
Ouvir: 00:00

O Comitê de Política Monetária (Copom) repetiu nesta terça-feira, 3, que, em se confirmando o cenário esperado, irá iniciar a flexibilização da política monetária já em sua próxima reunião, prevista para ocorrer nos dias 17 e 18 de março. Assim como no comunicado, a autoridade não cravou em qual magnitude pretende iniciar as reduções da Selic. O ritmo a ser adotado novamente foi condicionado à evolução do cenário.

Na ata da reunião de janeiro, publicada na manhã desta terça, o Copom reafirmou que manterá “a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”. Emendou que o compromisso com a meta impõe serenidade quanto ao ritmo e à magnitude do ciclo, “que dependerão da evolução de fatores que permitam maior confiança no atingimento da meta para a inflação no horizonte relevante para a condução da política monetária”.

Na última quarta-feira, 28 de janeiro, o colegiado decidiu, por unanimidade, manter a taxa básica de juros em 15% ao ano. Disse entender que essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante. “Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”, afirmou.

O colegiado repetiu que o cenário atual segue marcado por elevada incerteza, o que exige cautela na condução da política monetária. “O Comitê avalia que a estratégia em curso tem se mostrado adequada para assegurar a convergência da inflação à meta. Em ambiente de inflação menor e transmissão da política monetária mais evidentes, a estratégia envolve calibração do nível de juros.”

O Copom repetiu as projeções para a inflação acumulada em 12 meses já apresentadas no comunicado. Prevê alta de 3,4% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026 e de 3,2% no terceiro trimestre de 2027, atual horizonte relevante – estimativas ligeiramente acima do centro da meta, de 3,0%.

Para os preços livres, o colegiado estima altas de 3,5% e 3,1% nos intervalos, respectivamente. Para os preços administrados, projeta elevações de 3,0% e 3,3%.

Todas as projeções partem do cenário de referência, com trajetória de juros do Relatório Focus (publicado em 26 de janeiro) e bandeira amarela de energia elétrica em dezembro de 2026 e 2027. A taxa de câmbio começa em R$ 5,35 e evolui conforme a paridade do poder de compra (PPC). Os preços do petróleo seguem aproximadamente a curva futura por seis meses e, depois, sobem 2% ao ano.

Pauta do Leitor

Aconteceu algo e quer compartilhar?
Envie para nós!

WhatsApp da Redação

Comentar

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Dólar tem alívio com apetite a risco externo em meio à ata, Haddad e produção industrial


O dólar recua no mercado à vista na manhã desta terça-feira, 3, em um ambiente de maior apetite por risco…


O dólar recua no mercado à vista na manhã desta terça-feira, 3, em um ambiente de maior apetite por risco…

Economia

Taxas de juros caem com dólar e após queda maior da produção industrial


Os juros futuros recuam na manhã desta terça-feira, 3, junto com o dólar. Os mais curtos estão mais perto da…


Os juros futuros recuam na manhã desta terça-feira, 3, junto com o dólar. Os mais curtos estão mais perto da…

Economia

Produção industrial cai 1,2% em dezembro ante novembro, revela IBGE


A produção industrial caiu 1,2% em dezembro de 2025 ante novembro, na série com ajuste sazonal, em declínio mais intenso…


A produção industrial caiu 1,2% em dezembro de 2025 ante novembro, na série com ajuste sazonal, em declínio mais intenso…