03 de abril de 2025

Bayer é condenada nos EUA a pagar US$ 2,1 bi em caso sobre herbicida Roundup


Por Agência Estado Publicado 24/03/2025 às 12h05
Ouvir: 02:28

A Bayer afirmou que foi condenada a pagar US$ 2,1 bilhões em um caso relacionado ao seu herbicida Roundup, após um júri na Geórgia, nos Estados Unidos, ter emitido um veredicto em favor do autor da ação. O grupo agrícola e farmacêutico alemão informou que a decisão do júri, emitida na sexta-feira, 21, durante um julgamento no Tribunal Estadual do Condado de Cobb, na Geórgia, inclui US$ 2 bilhões em danos punitivos e US$ 65 milhões em danos compensatórios.

“Discordamos do veredicto do júri, pois ele entra em conflito com o peso esmagador das evidências científicas e o consenso dos órgãos reguladores e suas avaliações científicas em todo o mundo”, afirmou a Bayer. “Acreditamos que temos argumentos fortes em apelação para reverter esta decisão e eliminar ou reduzir as indenizações excessivas e inconstitucionais.”

Segundo a companhia, os danos em casos que chegaram a julgamentos finais foram reduzidos em 90% no total, em comparação com as sentenças originais do júri.

A decisão marca o mais recente revés legal para uma empresa que tem lutado por anos contra processos resultantes da aquisição da empresa agroquímica Monsanto, por US$ 63 bilhões, que desenvolveu o Roundup, concluída em 2018.

Críticos argumentam que o glifosato, o ingrediente ativo encontrado no Roundup, causa câncer, embora a Bayer tem mantido o argumento de que o glifosato é seguro para uso.

A Bayer afirmou que está atualmente avaliando os casos que apresentariam a melhor oportunidade para solicitar uma revisão pelo Supremo Tribunal dos EUA.

Até agora, a empresa pagou cerca de US$ 10 bilhões para resolver alegações contestadas, disse um porta-voz. Cerca de 67 mil casos ainda estavam pendentes no fim de janeiro, e a empresa reservou US$ 5,9 bilhões para cobrir litígios relacionados ao glifosato, de acordo com seu relatório anual.

O CEO da Bayer, Bill Anderson, disse anteriormente que conter significativamente os litígios até o fim de 2026 era uma de suas prioridades. Fonte: Dow Jones Newswires

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