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14 de maio de 2026

Bessent diz que EUA e China podem remover tarifas de alguns setores e ampliar comércio


Por Agência Estado Publicado 14/05/2026 às 12h57
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O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou nesta quinta-feira, 14, que Washington e Pequim discutem mecanismos para ampliar a cooperação econômica bilateral, incluindo a criação de conselhos voltados a comércio e investimentos entre os dois países e a possível remoção de tarifas de setores específicos.

Em entrevista à CNBC, Bessent disse que as conversas com o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, antecederam a reunião entre o presidente americano, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, em Pequim. Segundo ele, os dois lados discutiram comércio e temas ligados à abertura econômica chinesa.

Ao comentar as negociações comerciais, o secretário avaliou que os EUA têm posição favorável por serem o país deficitário na balança bilateral. “A história econômica diria que o país deficitário sempre tem uma posição mais forte”, afirmou.

Bessent ainda disse que os dois lados discutem a possibilidade de remover tarifas sobre cerca de US$ 30 bilhões em comércio em setores considerados não críticos, como bens de consumo de baixo valor agregado que, segundo ele, os EUA “nunca vão repatriar” produtivamente.

O secretário afirmou que EUA e China pretendem criar um “Conselho de Comércio” para tratar da relação comercial bilateral e um “Conselho de Investimentos” voltado a investimentos chineses em áreas consideradas não sensíveis à segurança nacional.

“Há muitas coisas nas quais os chineses poderiam investir nos EUA”, disse Bessent. Segundo ele, a ideia é definir previamente setores “não estratégicos e não sensíveis”, evitando que operações sejam submetidas ao Comitê de Investimentos Estrangeiros nos EUA (CFIUS, na sigla em inglês), órgão responsável por revisar riscos à segurança nacional.

Bessent também afirmou que o governo Trump pressiona Pequim a fortalecer o consumo doméstico. “A economia doméstica chinesa tem sido fraca”, disse. Segundo ele, a China precisa ampliar a participação da renda do trabalho no Produto Interno Bruto (PIB), reduzindo a dependência da manufatura e das exportações.

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