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08 de abril de 2026

Bessent minimiza temores com candidatos à presidência do Fed e tarifas na Suprema Corte


Por Agência Estado Publicado 18/01/2026 às 19h27
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O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, voltou a minimizar, neste domingo, preocupações relacionadas aos candidatos a presidência do Federal Reserve (Fed) e ao processo judicial sobre as tarifas em andamento na Suprema Corte, em entrevista ao programa “Meet the Press”, da NBC.

Segundo ele, o presidente dos EUA, Donald Trump, está comprometido com a independência do BC americano. “Mas independência não significa não monitorar”, ponderou, defendendo que “supervisão” e “trazer assuntos à tona” são diferentes de “coerção”.

Ao ser questionado, Bessent reiterou expectativas de que o Congresso dos EUA aprovem o indicado de Trump para comandar o Fed quando o atual líder, Jerome Powell, deixar a presidência da autoridade monetária, em maio. “Temos quatro ótimos candidatos e eles ficarão felizes com qualquer um deles. Acredito que seguiremos adiante e vamos escutar em breve do Comitê bancário quem eles gostariam de ver”, acrescentou.

Na semana passada, alguns senadores, incluindo republicanos, ameaçaram barrar as indicações de Trump ao Fed, após o governo americano iniciar investigações contra Powell devido a reformas na sede do banco central.

Bessen reiterou críticas a gestão de Powell e acusações de que o Fed “imprime seu próprio dinheiro magicamente”. “As renovações da Casa Branca não custam US$ 700 milhões ou mais de US$ 1 bilhão ou US$ 1,5 bilhão acima do orçamento, além de ser paga com fundos privados. Se quero comprar uma cadeira nova para meu escritório no Tesouro, é uma apropriação”, disse, ao ser questionado, argumentando que deveria haver maior prestação de contas pelo BC. “Se eu recebesse questionamentos do Departamento de Justiça, eu os responderia.”

O secretário ainda negou possibilidade de efeitos das investigações contra Powell nos mercados. “Se eu disse que uma investigação poderia ser negativa, eu errei”, afirmou ao negar reportagem da Axios. “Mercados são árbitro final quando há ameaça à independência do Fed e parecem querer olhar além disso. Ou talvez desejem maior transparência do BC.”

Sobre a Suprema Corte, Bessent reiterou sua confiança de que o órgão não decidirá contra o governo no caso das tarifas, já que as políticas reduziram o déficit comercial, viraram ferramentas de negociação e gerariam um “caos” se revertidas.

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