Bolsa abre em leve alta apesar da retomada da aversão a risco sobre Oriente Médio
A aversão ao risco pauta os mercados de forma generalizada na manhã desta segunda-feira, 20, e o Ibovespa pode não se desvencilhar da pressão negativa mesmo considerando a disparada de mais de 5% dos preços do petróleo, que tende a favorecer as ações da Petrobras (ON + 2,44%, PN +2,03% na abertura). A valorização da commodity tem potencial para ao menos limitar o contágio do mau humor das bolsas em Wall Street sobre a Bolsa brasileira.
Assim, às 10h07, o Ibovespa passava a subir 0,13%, aos 195.983,92 pontos, na máxima do dia logo após o fim do leilão de abertura, enquanto os índices futuros em Nova York exibiam queda.
Os preços do petróleo respondem ao agravamento das tensões no Oriente Médio. O Irã voltou a fechar o Estreito de Ormuz diante da manutenção o bloqueio naval dos EUA a navios iranianos, com um cargueiro tendo sido apreendido.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, declarou nesta segunda-feira que Teerã não tem planos, no momento, para uma nova rodada de negociações mediada pelo Paquistão, segundo a agência iraniana Tasnim.
“As ações da Petrobras e demais petrolíferas devem recuperar terreno após as quedas da sexta, compensando o efeito da maior aversão ao risco no Ibovespa”, afirma o economista da Tendências Consultoria, Silvio Campos Neto, lembrando que a Bolsa passou por uma realização de lucros moderada nas últimas três sessões.
Internamente, a agenda de indicadores e eventos é fraca nesta segunda-feira, apenas com o Boletim Focus em destaque.
O mercado tende a digerir mal a piora das estimativas de inflação e Selic e um eventual impacto sobre a curva de juros também pode respingar sobre a Bolsa.
