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20 de março de 2026

Bolsas da Europa fecham em queda com petróleo e comentários do BCE no radar


Por Agência Estado Publicado 20/03/2026 às 14h12
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As bolsas europeias fecharam em queda nesta sexta-feira, 20, encerrando a semana com recuos expressivos, à medida que a aversão ao risco se prolonga no continente em meio às pressões sobre os custos de energia e a cautela adotada pelos bancos centrais devido ao conflito no Oriente Médio.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 1,44%, a 9.918,33 pontos. Na semana, recuou 3,56%. Em Frankfurt, o DAX caiu 1,94%, a 22.397,43 pontos, com recuo semanal de 4,88%. Em Paris, o CAC 40 perdeu 1,82%, a 7.665,62 pontos, caindo 4,1% na semana. Em Milão, o FTSE MIB recuou 1,97%, a 42.840,9 pontos, cedendo 2,97% na comparação semanal. Em Madri, o Ibex 35 caiu 1,20%, a 17.038,70 pontos, com baixa de 7,22% na semana. Em Lisboa, o PSI 20 recuou 2,13%, a 8.756,26 pontos, com queda de 2,12% na semana. As cotações são preliminares.

Mais cedo, os mercados haviam ensaiado uma recuperação da sessão anterior, com as bolsas europeias subindo acompanhando o movimento inverso de queda nos preços do petróleo, em meio aos desdobramentos na guerra dos EUA e Israel contra o Irã. O movimento cessou conforme a commodity energética voltou a subir.

Ainda assim, analistas do Goldman Sachs afirmaram nesta sexta-feira que as ações europeias estão demonstrando “notável resiliência” diante do conflito em curso no Oriente Médio.

O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a criticar nesta sexta os países aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), chamando-os de “covardes” em uma postagem em sua rede social. Na quinta-feira, alguns países do bloco militar se comprometeram a assegurar o fluxo do petróleo pelo Estreito de Ormuz e a medidas de apoio ao mercado de energia.

No Reino Unido, o juro dos títulos do governo (Glits) com vencimento em dez anos atingiu o maior nível desde 2008, com a pressão dos preços de energia na inflação em foco. O movimento ocorre após o Banco da Inglaterra (BoE) e outras instituições monetárias do continente, como o Banco Central Europeu (BCE), manterem a taxa de juros inalteradas. Os presidentes do BC da França e da Alemanha, François Villeroy de Galhau e Joachim Nagel, deixaram em aberto nesta sexta a possibilidade de um aumento na taxa de juros.

Em notícias, a Unilever anunciou ter recebido uma oferta preliminar por seus negócios no ramo de alimentos e que mantém conversas com a McCormick & Company, que também confirmou as negociações. As ações da Unilever subiram 0,4% em Londres.

*Com informações da Dow Jones Newswires

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