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29 de maio de 2026

Bolsas da Europa fecham sem direção única em meio à sinalização de Trump sobre guerra EUA-Irã


Por Agência Estado Publicado 29/05/2026 às 13h55
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As bolsas europeias fecharam sem direção única nesta sexta-feira, 29, enquanto investidores acompanharam notícias sobre uma possível extensão do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. Os índices ganharam certo fôlego na reta final do pregão, após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que “pontos menos importantes foram acordados” e que entraria em reunião para decidir sobre o conflito. O alívio nos temores sobre o petróleo ajudou setores sensíveis ao crescimento econômico, enquanto investidores também monitoraram indicadores da região e desdobramentos geopolíticos no Leste Europeu.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,16%, a 10.409,28 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 0,08%, a 25.113,06 pontos. Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,07%, a 8.183,34 pontos. Em Milão, o FTSE MIB avançou 0,42%, a 50.036,75 pontos. Em Madri, o Ibex 35 subiu 0,75%, a 18.415,90 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 perdeu 0,12%, a 9.076,53 pontos. As cotações são preliminares.

Os mercados europeus ganharam ímpeto e firmaram alta após Trump publicar que participará de reunião nesta tarde para tomar uma decisão final sobre o Irã, condicionando os avanços à garantia de que o país persa nunca terá arma nuclear e deixará navegação livre no Estreito de Ormuz.

Na agenda econômica, a revisão do Produto Interno Bruto (PIB) francês mostrou contração de 0,1% no primeiro trimestre, frustrando projeções. O CPI anual da Alemanha, por sua vez, desacelerou a 2,6% em maio, abaixo do esperado.

O setor aeroespacial e de defesa voltou a subir. Airbus avançou cerca de 1,2%, enquanto a polonesa Creotech Instruments subiu mais de 4%, em meio à continuidade do rali do segmento após um drone russo atingir um prédio residencial na Romênia e diante das perspectivas de aumento dos gastos europeus com defesa.

No setor farmacêutico, a GSK recuou cerca de 1,4% mesmo após o Jefferies destacar o potencial de seu medicamento experimental contra hepatite B. Já a Bayer ficou sob pressão e cedeu 4,2% depois de o mesmo banco reiterar preocupações com as disputas judiciais da companhia nos Estados Unidos. Bancos (+1,06%) e empresas ligadas a viagens e lazer (+1,21%) também figuraram entre os destaques de alta do pregão.

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