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04 de abril de 2026

Ceron rebate críticas de Mansueto à economia: ‘não há espaço para negacionismo’


Por Agência Estado Publicado 13/02/2026 às 16h49
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O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, publicou um vídeo nas redes sociais nesta sexta-feira, 13, para rebater o ex-secretário do Tesouro (2016-2020) e hoje economista-chefe do BTG Pactual, Mansueto Almeida. Na terça-feira, 10, Mansueto fez críticas à gestão econômica do governo, atribuiu a melhora de indicadores a fatores externos e alertou para a necessidade de um ajuste fiscal.

“Em economia, não há espaço para negacionismo”, diz Ceron no início do vídeo. “Recentemente, em um evento, um ex-secretário do Tesouro tentou trazer um diagnóstico de que a economia brasileira não está em um bom momento. Ele indicou que um bom exemplo era o período pós-2016, no qual ele fazia parte do governo. É importante a gente tratar de fatos, então vamos aos fatos.”

O secretário destacou que, de 2016 a 2020, a despesa total do Governo Central sempre ficou acima de 19% do Produto Interno Bruto (PIB). Esse nível foi de 18,7% do PIB em 2024, e de 18,8% do PIB em 2025. O déficit primário médio de 2016 a 2020 foi de 1,87% do PIB, contra 0,98% do PIB de 2023 a 2025. A dívida bruta do governo geral (DBGG) chegou a 86% do PIB em 2020, e fechou 2025 em 78,7% do PIB, ele destacou.

“Naquele período, o gasto foi maior em relação ao PIB do que neste ciclo de governo, os resultados fiscais foram piores e o patamar da dívida, também maior”, disse o secretário.

Ceron também destacou que a inflação acumulada nos três anos do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai ser a menor da história, quando comparada com outros presidentes. Ele chamou atenção para outros resultados econômicos, como a queda do desemprego e dos indicadores de extrema pobreza e desigualdade de renda.

“O bom debate sempre é muito bem-vindo, nós sempre reconhecemos e sinalizamos que o País precisa continuar o processo de recuperação fiscal que está acontecendo para poder garantir um futuro melhor. Precisamos controlar as despesas obrigatórias para poder ampliar investimentos, aumentar a produtividade da economia e garantir que as conquistas sejam consolidadas e mantidas. Mas o bom debate precisa ser feito em fatos”, diz o secretário.

Na terça-feira, Mansueto havia afirmado que o Brasil provavelmente não vai crescer, nos próximos quatro anos, no mesmo ritmo em que cresceu desde 2022. Ele afirmou, ainda, que a melhora do déficit primário se devia a um aumento da carga tributária, e que a queda da inflação reflete os juros elevados. Segundo o ex-Tesouro, a valorização do real se deve a uma rotação da carteira de investidores.

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