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03 de junho de 2026

CGU prorroga investigação sobre ex-funcionários do BC suspeitos de ligação com Master


Por Agência Estado Publicado 03/06/2026 às 16h27
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A Controladoria-Geral da União (CGU) decidiu prorrogar por mais 60 dias os processos administrativos disciplinares (PADs) contra os ex-funcionários do Banco Central que teriam ligações com o escândalo do Banco Master, segundo apurou o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado).

Os servidores que estão afastados da instituição desde janeiro são o ex-diretor de Fiscalização do órgão, Paulo Sérgio Neves de Souza, e o ex-chefe de Departamento de Supervisão Bancária, Belline Santana. Há a suspeita de que eles tenham recebido “mesadas” do banqueiro Daniel Vorcaro para atuarem como seus “consultores informais”.

A abertura dos PADs foi feita em 23 de março e registrada por meio de publicação naquela data no Diário Oficial da União, mas sem citação a respeito de quem se tratava e sobre o teor. Isso ocorre porque todo o processo tramita sob sigilo.

O Broadcast confirmou com duas pessoas a par do assunto que se tratava de ações em relação aos dois ex-servidores do BC. Agora, as investigações foram prorrogadas por mais dois meses. Se não houver novidades, o vencimento dos PADs será em 22 de julho.

A reportagem apurou que se trata de quatro processos no total, dois para cada um dos servidores. Às vésperas de o primeiro prazo expirar, a CGU ainda aguardava o compartilhamento da investigação da Polícia Federal (PF) no caso Master, considerado essencial para o andamento dos trâmites no órgão. O repasse dos dados precisa ser autorizado pelo ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF).

Em meados do mês passado, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, enfatizou que a questão envolvendo Souza e Belline foi uma das mais graves da história da autarquia. “Foi gravíssimo e, de novo, só a Justiça vai determinar o que realmente aconteceu, mas o afastamento de dois servidores do Banco Central, de carreira, eu acho que é um dos fatos mais graves que já aconteceu na história do Banco Central”, disse.

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