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11 de junho de 2026

Clima Econômico da América Latina recua 15,5 pontos no 1º trimestre, aponta FGV


Por Agência Estado Publicado 11/06/2026 às 13h05
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O Indicador de Clima Econômico (ICE) da América Latina caiu de 88,5 pontos no quarto trimestre de 2025 para 73 pontos para o primeiro trimestre de 2026, recuo de 15,5 pontos, apontou o levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). O Indicador de Clima Econômico (ICE) do Brasil desceu de 88 pontos para 72,2 pontos no período, menos 15,8 pontos.

“Percebe-se que a piora dos indicadores, além de disseminada entre os diferentes países, engloba tanto a situação corrente como as perspectivas para o futuro próximo”, apontou a FGV, no relatório da Sondagem da América Latina. “Quase todos os países com respondentes ativos registraram uma piora do clima econômico, fato marcante dentre as principais economias da América Latina. O caso mais sensível foi o da Argentina, com o indicador saindo de 102,7 para 68,3 – uma piora de 34,4 pontos. Brasil, Colômbia e México também registraram uma piora de seus indicadores, por, respectivamente, 15,8, 13,1 e 8,2 pontos.”

No ICE da América Latina, o Índice de Situação Atual (ISA) caiu 21,1 pontos, de 84,2 pontos no quarto trimestre de 2025 para 63,1 pontos no primeiro trimestre de 2026. O Índice de Expectativas (IE) reduziu 9,6 pontos, de 92,9 pontos para 83,3 pontos.

No ICE do Brasil, o ISA encolheu 33,3 pontos, para 77,8 pontos, enquanto o IE ficou estável (0,0 ponto) aos 66,7 pontos.

“É importante ter claro que a maior parte dos efeitos do choque externo ainda está por vir, não sendo captada, em toda sua intensidade, no início de 2026. Em ressaltado isso, vale discutir os específicos. No caso da Argentina, observou-se queda importante das projeções de crescimento econômico para 2026, em meio a uma piora da percepção institucional e aumento das projeções de inflação. Já no caso do Brasil, as projeções de crescimento anual pouco mudaram e o desempenho da economia, nos dados disponíveis para o início do ano, não sugeriu grandes mudanças. A piora no ISA brasileiro parece estar ligada a outros fatores, como um aumento da percepção de carestia (preços mais elevados), pressão sobre os orçamentos familiares e certa inércia institucional nos primeiros meses de 2026”, ponderou a FGV.

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