Nós usamos cookies para melhorar a sua experiência em nosso site, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao acessar nosso portal, você concorda com o uso dessa tecnologia. Saiba mais em nossa Política de Privacidade.

09 de abril de 2026

Cofecon critica manutenção da Selic em 15% e pede revisão da meta de inflação


Por Agência Estado Publicado 15/12/2025 às 17h10
Ouvir: 00:00

O Conselho Federal de Economia (Cofecon), autarquia federal que fiscaliza, normatiza e disciplina a profissão de economista no País, acaba de divulgar uma carta aberta em que critica o Banco Central (BC) por ter mantido, mais uma vez, a Selic no nível de 15% ao ano. Na mesma carta o órgão defendeu que o Conselho Monetário Nacional (CMN) volte a fixar em 4,5% o centro da meta inflacionária, que atualmente é de 3%.

No entendimento do Cofecon, a inflação está sob controle e não justifica uma taxa de juros nominal tão elevada, que exerce efeitos negativos sobre o crescimento e o emprego. Para o Cofecon, não se sustentam os argumentos de que a inflação no Brasil se dá por pressão da demanda e que deve ser combatida pelo aumento da taxa de juros.

“A inflação brasileira tem causas estruturais, como as características do mercado, significativamente oligopolizado, a extremada concentração de renda, a indexação ou reajuste automático de preços e contratos e a influência da volatilidade cambial, como os demais países de moedas não conversíveis”, diz a carta.

“Nos 14 anos entre 2005 e 2018, com a meta de inflação fixada em 4,5%, apenas na crise econômica de 2015 o teto da meta foi superado. Entretanto, a partir de 2021, com a meta sendo gradativamente reduzida até chegar aos atuais 3%, com teto em 4,5%, e mesmo com inflação baixa entre 4,31% e 5,79%, em quatro dos cinco anos, já considerando a projeção de 4,4% para 2025, o teto da meta foi ultrapassado”, aponta.

“Se tivesse sido mantida a meta de 4,5% e a banda superior de 6,0%, não teria havido estouro da meta em nenhum dos anos, exceto em 2021, o que ocorreu em quase todos os países em razão da pandemia de covid”, observa também a carta do Cofecon.

“E são mais do que conhecidas as consequências de uma Selic tão elevada: aumento dos gastos com juros da dívida pública para R$ 1 trilhão ao ano, encarecimento do crédito para as empresas e às famílias, queda do consumo, da geração de empregos e do PIB”, conclui o texto.

Pauta do Leitor

Aconteceu algo e quer compartilhar?
Envie para nós!

WhatsApp da Redação

Comentar

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Aprobio e Abiove criam a Aliança Biodiesel para articular pelo setor em Brasília


A Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio) e a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) lançaram…


A Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio) e a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) lançaram…

Economia

Senado aprova MP que altera regras do seguro-defeso com alterações; texto volta à Câmara


O Senado aprovou nesta quarta-feira, 8, a Medida Provisória (MP) 1323/2025, que estabelece novas condições de cadastro e identificação para…


O Senado aprovou nesta quarta-feira, 8, a Medida Provisória (MP) 1323/2025, que estabelece novas condições de cadastro e identificação para…

Economia

Câmara aprova criar taxa de fiscalização da ANP e ampliar penas a infrações sobre combustíveis


A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira, 8, um projeto de lei cria uma taxa de fiscalização que passará a…


A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira, 8, um projeto de lei cria uma taxa de fiscalização que passará a…