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05 de março de 2026

Comprometimento da renda do brasileiro chega a 83,7% em 2025, aponta Equifax BoaVista


Por Agência Estado Publicado 05/03/2026 às 16h18
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O comprometimento médio da renda do brasileiro atingiu 83,7% em 2025, no que tange os valores destinados a pagamento de dívidas (como faturas de cartão de crédito, crédito pessoal e financiamentos) em relação à renda mensal familiar. Os dados são da Equifax BoaVista, empresa global de dados, análises e tecnologia.

A pressão sobre o orçamento das famílias reflete o acúmulo de compromissos financeiros em um ambiente ainda marcado por juros elevados e maior seletividade na concessão de crédito, segundo a Equifax BoaVista. Em dezembro de 2025, a taxa Selic foi mantida em 15% ao ano pela quarta vez consecutiva.

“O comprometimento de renda é um termômetro importante da saúde financeira do consumidor. Quando esse indicador se aproxima de níveis mais elevados, reduz-se a margem de manobra das famílias diante de imprevistos ou novas demandas de crédito”, afirma o diretor de produtos de crédito da Equifax BoaVista, Bruno Gonzales.

Negativados

Em 2025 também houve um crescimento de 7,2% no número de brasileiros negativados, atingindo 59 milhões de CPFs, ante 55 milhões no fim de 2024.

Já o estoque de registros de negativações ativas aumentou 1,4% em um ano. No fim de 2025, cerca de 172 milhões de negativações estavam ativas, ante 169 milhões em 2024, em número que representa uma média de três negativações por CPF.

Contudo, houve uma queda de 2,6% no volume de negativações realizadas ao longo do ano. Entre janeiro e dezembro de 2025, foram registrados mais de 242 milhões de registros de negativação, ante cerca de 249 milhões no mesmo período de 2024. Em média, foram aproximadamente 14,5 milhões de CPFs negativados por mês.

“Quando observamos queda no fluxo de novas negativações, mas aumento no estoque total, percebemos que os indivíduos não estão quitando as dívidas na mesma velocidade que elas são adquiridas. Esse movimento ajuda a explicar a elevação do comprometimento de renda e reforça a importância de renegociação e educação financeira”, acrescenta Gonzales.

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