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01 de março de 2026

Conflito pode ajudar exportação do Brasil, mas traz risco inflação, diz analista


Por Agência Estado Publicado 28/02/2026 às 12h33
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O impacto imediato do ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã e a resposta iraniana seria a continuidade do aumento do preço do barril do petróleo, mas para a Petrobras e exportações brasileiras de petróleo, o fato é positivo, na avaliação do sócio estrategista da Equador Investimentos, Eduardo Velho. O risco, contudo, é o de aumentar a necessidade de reajuste do preço doméstico da gasolina.

“Nesse caso, o governo brasileiro e a Petrobras não fariam nenhum reajuste precipitado, pois a decisão vai depender de uma média móvel acima de 30 dias, do nível dos estoques, da taxa de câmbio e sobretudo da duração dessa intervenção militar dos EUA”, disse Velho em entrevista neste sábado.

“A intensidade (da alta do petróleo) deve se acentuar na medida que restringiram a produção no estreito de Ormuz”, afirmou. “Caso essa intervenção militar seja rápida, teremos também uma devolução desse preço, mas é um fato negativo para a inflação mundial e sobretudo para os importadores de petróleo”, observou.

O preço do petróleo deve acelerar, mas em um ritmo inferior a períodos passados, cujo consumo era mais dependente de cargas que transitam pelo estreito de Ormuz. “Um nível acima de US$ 80 para o petróleo significaria que o timing de término da intervenção militar está se prolongando e portanto, maior risco para a inflação mundial”, disse.

Sobre a inflação dos EUA, o prolongamento do conflito elevaria ainda mais a probabilidade de manutenção dos juros na faixa entre 3,5% e 3,75% ao ano por mais tempo, na visão de Velho.

Nesse contexto de aversão ao risco, Velho avalia que pode haver um viés de continuidade de alta do ouro e demais commodities metálicas, que já se soma à desaceleração estrutural da demanda por ativos dolarizados desde 2024.

Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para abril fechou em alta de 2,77% (US$ 1,81), a US$ 67,02 na sexta-feira. Já o Brent para maio avançou 2,86% (US$ 2,03), a US$ 72,87 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE). Na semana WTI e Brent ganharam 0,81% e 2,2%, respectivamente.

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