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29 de janeiro de 2026

Demanda de início de ano, ICMS e safra puxam alta de combustíveis, mostra IPTL


Por Agência Estado Publicado 29/01/2026 às 17h51
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Após a estabilidade registrada em dezembro, os preços dos combustíveis iniciaram o ano em alta, puxada pelo aumento do ICMS na gasolina e no diesel, e pela sazonalidade do etanol. Segundo o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), o diesel S-10 registrou aumento de 0,80%; a gasolina, de 1,89% e o etanol, de 3,52%.

“O aumento observado em janeiro reflete uma retomada gradual da demanda típica do início do ano, aliada a fatores regionais de oferta, especialmente no caso do etanol. A gasolina apresentou alta moderada, influenciada principalmente pelo reajuste do ICMS, enquanto o biocombustível sofreu maior pressão, impulsionado por reajustes mais intensos em alguns estados”, explicou em nota o diretor de Rede Abastecimento da Edenred Mobilidade, Renato Mascarenhas.

Segundo o executivo, apesar da redução de 5,2% anunciada pela Petrobras no preço da gasolina para as distribuidoras, o reajuste do ICMS, que representou um aumento médio de 6,37%, acabou se sobrepondo, resultando em um balanço final positivo de cerca de 1,17% em relação a dezembro. “Na prática, isso significa que, mesmo com a queda no preço de origem, o consumidor ainda percebeu um leve aumento nas bombas, com impacto relativamente limitado no bolso”, completa.

Na análise por regiões, todas registraram aumento do preço dos combustíveis em janeiro. O Nordeste apresentou a maior alta do etanol (5,23%), alcançando preço médio de R$ 5,03. Já o Sudeste seguiu como a região com o etanol mais barato do País, mesmo após avanço de 3,82%, com média de R$ 4,62. O Norte manteve o etanol mais caro entre as regiões, a R$ 5,30 (+1,73%).

Na gasolina, o Sul registrou a maior alta regional (2,38%), chegando ao preço médio de R$ 6,46. O Sudeste, apesar do aumento de 1,77%, permaneceu como a região com a gasolina mais barata do País, com média de R$ 6,34. O Norte seguiu como a região mais cara, com preço médio de R$ 6,83 (+0,59%).

Em relação ao diesel comum, o Nordeste registrou a maior alta, de 1,61%, alcançando preço médio de R$ 6,31. Já o Sul seguiu como a região com os menores preços do País, mesmo após avanço de 1,18%, com média de R$ 6,01.

Para o diesel S-10, o Sul também manteve o menor preço médio nacional, a R$ 6,05 (+0,83%), enquanto o Norte permaneceu como a região mais cara, com média de R$ 6,62 (+0,46%). O Centro-Oeste e o Sudeste registraram altas semelhantes para ambos os combustíveis, reforçando um movimento de reajustes moderados e distribuídos pelo País.

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