Nós usamos cookies para melhorar a sua experiência em nosso site, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao acessar nosso portal, você concorda com o uso dessa tecnologia. Saiba mais em nossa Política de Privacidade.

22 de maio de 2026

Diretor do Fed defende manutenção dos juros no curto prazo até maior clareza sobre inflação


Por Agência Estado Publicado 22/05/2026 às 12h10
Ouvir: 00:00

O diretor do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) Christopher Waller defendeu, em discurso preparado para uma palestra na Frankfurt School of Finance & Management, nesta sexta-feira, 22, que a manutenção dos juros no curto prazo é a posição que considera como ideal e sinalizou que a inflação deve ser a grande questão a ser observada antes das próximas reuniões de política monetária. Ele disse que não pode descartar aumentos nas taxas de juros mais adiante, caso a inflação não diminua em breve, especialmente se os indicadores de expectativas de inflação – alguns dos quais subiram recentemente – mostrarem sinais de desancoragem.

Com relação a futuros cortes nos juros, o diretor ressaltou que precisa observar uma melhora na inflação ou uma deterioração significativa no mercado de trabalho antes de considerar o movimento.

O diretor alertou que é preciso reconhecer que a inflação está acima da meta de 2% “há muito tempo”, o que aumenta o risco de que a recente alta dos preços desestabilize as expectativas futuras. “Embora eu não esteja prevendo isso e não acredite que seja provável, é um risco que não posso descartar e que devo considerar ao avaliar as decisões de política monetária”, detalhou, ao dizer que a inflação não está “na direção certa”.

Para Waller, na ponta do mercado de trabalho, dados recentes mostram que o setor parece estar se estabilizando e a taxa de desemprego está relativamente baixa e estável.

Diante do cenário, ele afirmou que apoiaria a remoção da expressão “viés de flexibilização” do comunicado de política monetária para deixar claro que “um corte na taxa de juros não é mais provável no futuro do que um aumento”.

Segundo ele, entretanto, isso não significa, que o BC americano deva considerar aumentos nas taxas de juros em um futuro próximo. Waller detalhou que, embora o mercado de trabalho esteja em uma base mais estável, ele não está em plena expansão e elevar a taxa básica de juros pode “causar danos”, com a política monetária ainda restritiva.

O dirigente argumenta que o efeito do choque do petróleo sobre os preços pode se dissipar em breve e, nesse caso, o aumento das taxas só começará a surtir efeito depois que a inflação começar a cair.

Pauta do Leitor

Aconteceu algo e quer compartilhar?
Envie para nós!

WhatsApp da Redação

Comentar

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Bolsas da Europa fecham majoritariamente em alta com expectativa de acordo entre EUA e Irã

Publicado 22/05/2026 às 12h45

As bolsas da Europa fecharam majoritariamente em alta nesta sexta-feira, 22, ante expectativas de acordo para encerrar as hostilidades no…


As bolsas da Europa fecharam majoritariamente em alta nesta sexta-feira, 22, ante expectativas de acordo para encerrar as hostilidades no…

Economia

Vendas internas de aço no Brasil avançam 7,1% em abril ante igual mês de 2025

Publicado 22/05/2026 às 12h20

As vendas internas de aço no Brasil avançaram 7,1% em abril deste ano, ante o apurado em igual mês de…


As vendas internas de aço no Brasil avançaram 7,1% em abril deste ano, ante o apurado em igual mês de…

Economia

Produção industrial tem pior mês de abril em 3 anos, diz CNI

Publicado 22/05/2026 às 12h17

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) informou nesta sexta-feira, 22, que o índice que mede a evolução da produção industrial…


A Confederação Nacional da Indústria (CNI) informou nesta sexta-feira, 22, que o índice que mede a evolução da produção industrial…