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25 de janeiro de 2026

Dólar cede 1,61% na semana, com fluxo estrangeiro e carry trade atrativo


Por Agência Estado Publicado 23/01/2026 às 18h49
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O dólar rondou estabilidade ante o real nesta sexta-feira, 23, com o segmento à vista por fim fechando em leve alta (+0,03%, a R$ 5,2862) relacionada a movimentos de ajustes, após ter tido menor cotação desde novembro de 2025 na quinta. Na semana, contudo, a divisa americana cedeu 1,61%, acumulando uma desvalorização superior a 3,6% em 2026 diante de forte fluxo estrangeiro e carry trade atrativo.

O real não conseguiu ampliar o rali da véspera, nem mesmo com a alta de quase 3% do petróleo e de cerca de 1% do minério de ferro em Dalian ou com o movimento de desvalorização do dólar ante pares fortes.

Segundo o especialista em investimentos da Nomad, Bruno Shahini, há uma força compradora na divisa próxima ao nível de R$ 5,30 que limita movimentos de baixa mais intensos, mesmo em um ambiente novamente favorável.

“Como o câmbio valorizou muito nos últimos dias, acho que o desempenho nsta sexta é mero movimento de mercado”, disse o economista-chefe da Suno Research, Gustavo Sung. Para ele, o fato de o índice DXY recuar acaba explicando a taxa de câmbio conseguir ainda se manter abaixo de R$ 5,29.

Do ponto de vista fundamentalista, Sung considera que a redução de tensões geopolíticas aumenta o apetite para que investidores mandem fluxo a outros mercados, sendo que o Brasil ainda detém um diferencial de juros, com taxa Selic a 15% ao ano, atrativo para operações de arbitragem.

Na mesma linha, o sócio especializado em câmbio da One Investimentos, João Duarte, comenta que o real se sustenta neste nível por se beneficiar de um pano de fundo externo mais favorável, que atrai fluxo estrangeiro para câmbio, renda fixa e Bolsa de valores.

O Ibovespa, inclusive, renovou novamente recorde intradia, na faixa inédita de 180,5 mil pontos. Até 21 de janeiro, R$ 12,35 bilhões de recursos externos vieram para a B3, montante que equivale a pouco mais da metade de tudo o que foi aportado pelo segmento em 2025.

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