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16 de abril de 2026

Dólar fecha estável com cautela em torno de conflito no Oriente Médio –


Por Agência Estado Publicado 16/04/2026 às 18h26
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Após trabalhar acima da linha de R$ 5,00 em boa parte do pregão, o dólar perdeu força na reta final dos negócios e fechou cotado a R$ 4,9929 (+0,01). Operadores ressaltam que o mercado de câmbio apresentou liquidez reduzida pela segunda sessão consecutiva, com investidores promovendo apenas ajustes finos de posição enquanto monitoram as negociações no Oriente Médio.

A avaliação é a de que faltam gatilhos que detonem apostas em mais uma onda de apreciação do real após o dólar ter furado o piso de R$ 5,00. A variação positiva de 0,01% do dólar nesta quinta-feira, 16, veio após uma sequência de seis pregões consecutivos de queda da moeda americana. A divisa já recua 0,37% na semana e 3,59% no mês. No ano, as perdas são de 9,04%.

De outro lado, o real segue amparado pela atratividade do carry trade, dada a taxa de juros elevada, e pela melhora dos temores de troca com a valorização do petróleo. Declarações cautelosas do diretor de Assuntos Internacionais, Gestão de Riscos Corporativos e de Política Econômica do Banco Central, Paulo Picchetti, em evento desta quinta reforçaram a percepção de que o BC não vê espaço para acelerar o ritmo de corte da taxa Selic.

O gestor de fundos multimercados da AZ Quest, Eduardo Aun, pondera que o ambiente externo ainda é de muita incerteza, apesar do alívio recente na aversão ao risco com o acordo de cessar-fogo entre EUA e Irã e postura menos belicosa do presidente dos EUA, Donald Trump.

“O real apreciou bastante e as moedas em geral já voltaram aos níveis pré-guerra. Mas não tenho confiança de que pode haver uma melhora maior no curto prazo porque estamos ainda em um ambiente de conflito” afirma Aun, ressaltando que há dúvidas sobre como será a reabertura do Estreito de Ormuz em caso de fim da guerra. “Não há nada resolvido. Quando vejo o petróleo subindo 2%, 3%, como hoje, fico preocupado”.

Pela manhã, autoridades paquistanesas informaram que não há uma data marcada para outra rodada de negociações de paz entre Irã e Estados Unidos, apesar da proximidade do fim do acordo de cessar-fogo, previsto para a próxima terça-feira, 21. À tarde, Trump disse que um encontro com os iranianos pode ocorrer já neste fim de semana e sugeriu a possibilidade de extensão da trégua. Mais cedo, Trump, afirmou que Israel e Líbano concordaram em iniciar formalmente nesta quinta um cessar-fogo de 10 dias.

Apesar das declarações do presidente americano, não houve alívio nas cotações do petróleo, ainda pressionadas pela diminuição do tráfego de embarcações pelo Estreito de Ormuz. O contrato do WTI para maio subiu 3,72%, a US$ 94,69 o barril. Já o Brent para junho – referência de preços para a Petrobras – avançou 4,7%, a US$ 99,39 o barril.

Termômetro do comportamento do dólar em relação a uma cesta de seis moedas fortes, o índice DXY operou em leve alta ao longo do dia e voltou a superar a linha dos 98,000 pontos, com máxima aos 98,292 pontos. As divisas latino-americanas mostraram resiliência, operando ao redor da estabilidade, apesar do avanço do dólar frente à maioria das moedas emergentes e de países exportadores de commodities.

Aun, da Az Quest, pondera que as ações de tecnologia dos EUA voltaram a ter um desempenho superior ao de outras classes de ativos nos últimos dias, o que acende um primeiro sinal de alerta em torno da possibilidade de enfraquecimento adicional da global da moeda americana.

“O Brasil ainda aparece como destino favorito dos investidores. Enquanto o dólar seguir globalmente fraco, o ambiente tende a seguir favorável ao real, com um ‘carrego’ muito positivo e termos de troca favoráveis”, afirma o gestor.

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