Nós usamos cookies para melhorar a sua experiência em nosso site, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao acessar nosso portal, você concorda com o uso dessa tecnologia. Saiba mais em nossa Política de Privacidade.

02 de abril de 2026

Durigan descarta repetir o que foi feito no passado sobre os preços dos combustíveis


Por Agência Estado Publicado 02/04/2026 às 07h43
Ouvir: 00:00

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta quarta-feira, 1, que há algumas balizas para tomadas de decisões relacionadas ao preço dos combustíveis, que tem subido globalmente devido ao conflito no Oriente Médio envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel.

“Nós não podemos fazer agora o que foi feito no passado, que é segurar preço administrado sem que as governanças das empresas funcionem regularmente. Também não é razoável que o País fique totalmente exposto a uma volatilidade”, disse Durigan, em entrevista à GloboNews.

O ministro lembrou que a primeira leva de medidas foi no âmbito exclusivo do governo federal e a segunda leva vem agora com os Estados, para garantir a oferta firme de diesel no País. Na noite da terça-feira, 31, o Ministério da Fazenda e o Comsefaz, conselho que reúne os secretários estaduais de finanças, informaram que mais de 80% dos Estados já haviam aderido à proposta de subvenção. A ideia é subsidiar R$ 1,20 por litro de diesel importado entre abril e maio. O custo, de R$ 3 bilhões, seria dividido igualmente entre a União e os Estados.

Durigan admitiu que a iniciativa deverá ajudar o resultado fiscal, mas disse que também vai auxiliar as famílias brasileiras, sem interferência nas empresas. “Se for preciso seguir adotando medidas, serão estudadas pelo Ministério da Fazenda, para não trazer prejuízo fiscal para o País. Como tem um aumento de arrecadação, muito em razão do aumento do preço do petróleo no mundo, isso pode ser usado e deve ser utilizado, não vou querer fazer só para fins fiscais”, afirmou.

Segundo o ministro, o governo pode “ter que avançar, a depender de para onde essa guerra vá”, com medidas voltadas ao gás de cozinha (GLP) e ao querosene de aviação (QAV), à medida do que for necessário e seguindo a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de mitigar o preço da guerra aos brasileiros.

“É uma guerra distante do País, talvez alguns políticos brasileiros de oposição apoiem a guerra, por terem aí uma espécie de devoção ao governo norte-americano, mas a gente não tem isso, a gente protege o interesse nacional, e olhando para os caminhoneiros, para as famílias, é importante lançar a mão das medidas, que forem razoáveis, estiverem a nosso alcance, mas não deixar de atuar em proteção da economia nacional”, disse Durigan.

Pauta do Leitor

Aconteceu algo e quer compartilhar?
Envie para nós!

WhatsApp da Redação

Comentar

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Rondônia recusa aderir à subvenção ao diesel e Rio diz ainda aguardar publicação da MP


O Estado de Rondônia recusou aderir à subvenção da importação ao diesel, conforme proposto pelo governo federal. Já o Rio…


O Estado de Rondônia recusou aderir à subvenção da importação ao diesel, conforme proposto pelo governo federal. Já o Rio…

Economia

EUA vão impor tarifas de importação de até 100% sobre produtos farmacêuticos de marca


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impôs uma tarifa de 100% sobre produtos e ingredientes farmacêuticos patenteados. Segundo comunicado…


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impôs uma tarifa de 100% sobre produtos e ingredientes farmacêuticos patenteados. Segundo comunicado…

Economia

Dólar fecha quase estável apesar de tensão com guerra e recua 1,56% na semana


Após rondar a estabilidade ao longo da tarde, o dólar à vista encerrou a sessão desta quinta-feira, 2, cotado a…


Após rondar a estabilidade ao longo da tarde, o dólar à vista encerrou a sessão desta quinta-feira, 2, cotado a…