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12 de maio de 2026

Durigan diz ser radicalmente contra indenização a empresas por fim da escala 6×1


Por Agência Estado Publicado 12/05/2026 às 18h51
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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse ser “radicalmente contra” as demandas das empresas por indenização e compensação com uma mudança na escala de trabalho 6×1. “Quando a gente reconhece ganhos geracionais, isso não é só Brasil que faz, é um debate mundial.

Outros países fazem, fazem melhor que a gente, já fizeram há muitos anos antes da gente, e não houve indenização para quem não é o titular dessa hora de trabalho”, disse, em audiência pública Comissão Especial da Câmara dos Deputados sobre o tema.

Nesse contexto, ele ponderou que o Ministério da Fazenda vê a necessidade de pensar em, por exemplo, um Desenrola para pequenos negócios. “Eu defendo, sim, que é importante que a gente tenha esse tipo de socorro, de ajuda para o pequeno negócio. Por isso que a gente precisa ter capacitação, como faz o Sebrae, como faz o Senar e os outros serviços da indústria e do comércio. A gente precisa avançar nisso e acho que o Estado precisa ter linha de crédito, o Estado precisa ajudar na transformação digital, na transformação ecológica, dando ganho de eficiência, ganho de sustentabilidade, para que a gente caminhe enquanto País para um outro patamar”.

Para o ministro, com o eventual fim da escala de trabalho 6×1, a realidade vai mudar. “Se a gente tem hoje uma dinâmica de trabalho na empresa, é preciso otimizar essa dinâmica de trabalho. É preciso que a gente construa e corrija gargalos de eficiência”, avaliou.

Na visão de Durigan, da mesma forma que a política de valorização do salário mínimo forçou, de certa forma, um aumento de renda, a mudança da jornada tende a forçar um ganho de produtividade para os dois lados. “O trabalhador vai ser exigido a cumprir a sua jornada reduzida, com mais eficiência, para que ele entregue o mesmo trabalho e não gere redução do crescimento econômico, ou da geração de riqueza que hoje o faz”.

Segundo o ministro, a informalidade também tende a diminuir com a redução da jornada. “Você gera mais estabilidade na jornada e mais satisfação em um trabalhador, tendendo a diminuir informalidade, não aumentar a informalidade”.

Ele reforçou que, mesmo numa dinâmica de fim da 6×1, com a redução da jornada sem redução de trabalho, o ponto da negociação coletiva vai ser importante. “Para essa acomodação, para essa simulação, para esses ajustes, é muito importante que a gente siga tendo espaço de negociação coletiva entre o setor patronal e o setor trabalhista”.

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