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22 de junho de 2026

Este ano, mesmo com juro alto, PIB deve crescer por volta de 2%, diz economista-chefe do BTG


Por Agência Estado Publicado 18/06/2026 às 12h30
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O economista-chefe do BTG Pactual, Mansueto de Almeida Júnior, afirmou nesta quinta-feira, 18, que o Produto Interno Bruto (PIB) deve terminar 2026 com crescimento por volta de 2%, resultando em uma expansão média anual de 2,7% nos quatro anos do governo Lula.

Apesar dos juros altos pesando sobre a economia brasileira, o resultado pode ser considerado uma surpresa, mas isso tem muito a ver com as reformas estruturais ocorridas na última década, que destravaram investimentos, avaliou.

“O Brasil teve reformas importantes ao longo dos últimos anos. Isso explica a surpresa do crescimento desde a pandemia”, declarou, ao participar de painel no evento GRI Fundos Imobiliários 2026, realizado hoje em São Paulo.

Ele citou reformas previdenciária e trabalhistas, além de marcos setoriais. Como exemplo, apontou o marco do saneamento, que trouxe mais segurança para investidores e fomentou a estruturação de fundos e debêntures para esse fim. “O mercado de capitais mudou e cresceu absurdamente nos últimos dez anos”.

Mansueto disse que o mercado de capitais tem potencial para aumentar ainda mais a sua participação no financiamento de projetos de infraestrutura e do mercado imobiliário, mas isso ainda depende muito da redução da inflação e dos juros no País.

Com um ajuste fiscal, o juro real no País poderia cair de 8% para 4%, estimulando investidores migrarem da renda fixa para aplicações relacionadas ao financiamento de projetos.

Mansueto elogiou a resiliência do mercado imobiliário, com a expansão dos lançamentos e das vendas de imóveis residenciais anualmente, desde a pandemia. Mas ponderou que o motor nesse caso foi o Minha Casa Minha Vida, com juros subsidiados pelo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Outra parte do crescimento ficou concentrada no setor de alta renda, que não depende de financiamento.

Já os imóveis típicos de classe média sumiram do mercado, pois as taxas do crédito imobiliário subiram muito e esfriaram as vendas, espantando as incorporadoras do segmento. “A classe média está espremida”, notou.

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