Estoque total de crédito sobe 0,3% em abril ante março, para R$ 7,245 trilhões, revela BC
O saldo das operações de crédito do sistema financeiro subiu 0,3% entre março e abril, informou o Banco Central. O estoque atingiu R$ 7,245 trilhões, uma alta de 9,3% no acumulado de 12 meses.
O saldo das operações com pessoas físicas avançou 0,6% em abril e 10,8% em 12 meses. Para empresas, caiu 0,1%, com alta de 6,7% em 12 meses.
O estoque de crédito livre caiu 0,1% em abril. O do crédito direcionado, com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e poupança, teve alta de 0,9% na mesma comparação.
Entre os recursos livres, os saldos para pessoas físicas subiram 0,3%. Para pessoas jurídicas, caíram 0,7%.
O total de operações de crédito em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) permaneceu em 55,8%, mesmo nível em que estava em março.
Habitação e veículos
O estoque das operações de crédito direcionado para habitação no segmento pessoa física cresceu 1,0% em abril, na comparação com março, informou o Banco Central. O saldo atingiu R$ 1,352 trilhão, uma alta de 11,7% em 12 meses.
O estoque de operações de crédito livre para compra de veículos por pessoa física cresceu 0,8% em abril, para R$ 414,8 bilhões. No acumulado de 12 meses, sobe 15,6%.
Setores
O saldo de crédito para as empresas do setor agropecuário caiu 0,3% entre março e abril, para R$ 57,323 bilhões. No acumulado de 12 meses, ele cresceu 5,9%.
O saldo para a indústria caiu 1,6%, para R$ 1,005 trilhão, e tem alta de 7,8% em 12 meses.
O montante destinado ao setor de serviços subiu 1,0%, para R$ 1,628 trilhão. No acumulado de 12 meses, avança 6,2%.
O saldo do crédito para pessoa jurídica com sede no exterior e créditos não classificados (“outros”) caiu 8,2%, para R$ 6,850 bilhões. Em 12 meses, avança 39,7%.
BNDES
O saldo de financiamentos do BNDES para empresas subiu de R$ 485,083 bilhões (revisado, de R$ 486,124 bilhões) para R$ 486,151 bilhões de março para abril (alta de 0,2%), informou o Banco Central. Em 12 meses, cresce 10,7%.
As linhas de financiamento agroindustrial do BNDES subiram 1,6% em abril. O financiamento de investimentos subiu 0,3%, e o crédito para capital de giro caiu 3,9% na mesma comparação.
Crédito ampliado ao setor não financeiro
O saldo do crédito ampliado ao setor não financeiro subiu 0,8% em abril, na comparação com março, para R$ 21,138 trilhões, informou o Banco Central. O montante equivale a 162,7% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.
O crédito ampliado inclui empréstimos no Sistema Financeiro Nacional (SFN) e operações com títulos públicos e privados, entre outros. É uma métrica que permite uma visão ampla sobre como empresas, famílias e o governo geral estão se financiando.
O saldo do crédito ampliado para empresas caiu 0,2% em abril, para 54,3% do PIB.
Concessões
As concessões de crédito subiram 2,1% em abril, na comparação com março na série com ajuste sazonal, informou o Banco Central. As concessões para pessoas físicas ficaram estáveis (0,0%). Para empresas, subiram 5,2%.
As concessões no crédito livre dessazonalizadas, sem recursos do BNDES ou da poupança, subiram 2,6%, com queda de 0,4% para pessoas físicas e alta de 5,0% para empresas.
Concessões no crédito direcionado, com recursos do BNDES e da poupança, caíram 1,5% em abril, na série com ajuste. Elas tiveram alta de 0,2% no segmento de pessoas físicas e, no segmento de empresas, recuaram 4,3%.
Concessões de crédito consignado privado
As concessões de crédito consignado para trabalhadores do setor privado caíram 10,1% em abril, na comparação com março, informou o Banco Central. O montante passou de R$ 10,864 bilhões para R$ 9,764 bilhões no período.
O saldo da modalidade cresceu 2,1% em abril, para um total de R$ 104,112 bilhões. Os números refletem principalmente o comportamento do novo modelo de consignado privado, o Crédito do Trabalhador, lançado pelo governo no fim de março de 2025.
A taxa média de juros do consignado privado caiu de 56,8% em março para 56,3% em abril. O governo espera que, com o Crédito do Trabalhador, o tomador migre para linhas com taxas mais baixas. O comportamento dos juros no consignado privado, porém, tem registrado alta neste primeiro momento, refletindo a adaptação de instituições financeiras à modalidade e o interesse pelo segmento.
