Nós usamos cookies para melhorar a sua experiência em nosso site, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao acessar nosso portal, você concorda com o uso dessa tecnologia. Saiba mais em nossa Política de Privacidade.

04 de abril de 2026

FAO: índice de preços de alimentos sobe em fevereiro pela primeira vez em 5 meses


Por Agência Estado Publicado 06/03/2026 às 09h04
Ouvir: 00:00

O Índice de Preços dos Alimentos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) subiu em fevereiro, interrompendo uma sequência de cinco meses de queda. O indicador atingiu média de 125,3 pontos, uma alta de 0,9% em relação ao nível revisado de janeiro, embora permaneça 1,0% abaixo do valor registrado em igual mês do ano passado. O avanço foi impulsionado pela valorização do trigo, de óleos vegetais e de alguns tipos de carne, que superaram a baixa nos preços do açúcar e dos lácteos (queijo).

O subíndice de preços dos Cereais registrou alta de 1,1% ante janeiro. O movimento foi liderado pelo trigo, refletindo relatos de geadas em partes da Europa e dos Estados Unidos, além de interrupções logísticas persistentes na Federação Russa e na região do Mar Negro. Já o índice para o arroz subiu 0,4%, sustentado pela demanda contínua por variedades especiais.

O subíndice de Óleos Vegetais saltou 3,3% em fevereiro, atingindo o maior patamar desde junho de 2022. Os preços do óleo de palma subiram por causa da firme demanda global e à produção sazonalmente menor no Sudeste Asiático. No caso do óleo de soja, a valorização foi motivada pela expectativa de medidas de apoio aos biocombustíveis nos Estados Unidos.

O subíndice de Carnes avançou 0,8% no mês. A carne bovina registrou valorização apoiada na forte demanda de importação da China e dos Estados Unidos, enquanto os preços da carne ovina atingiram níveis recordes.

Em contrapartida, o subíndice de Açúcar recuou 4,1% em fevereiro frente a janeiro, acumulando uma queda de 27,3% na comparação anual. O recuo deve-se à expectativa de oferta global ampla na temporada atual. O subíndice de Laticínios também caiu 1,2%, pressionado pelos preços menores do queijo, apesar da alta nas cotações da manteiga e do leite em pó.

Perspectivas para 2026

A FAO divulgou novas projeções para a produção mundial de trigo em 2026, estimando uma queda de cerca de 3%, para 810 milhões de toneladas. A redução é atribuída à menor área semeada na União Europeia, na Rússia e nos Estados Unidos, em resposta aos preços mais baixos da commodity.

Para o Hemisfério Sul, as perspectivas iniciais para o milho são positivas. Segundo a organização, a expansão da área plantada e as condições climáticas favoráveis indicam produções acima da média na Argentina e no Brasil. Na África do Sul, a previsão é de uma segunda safra recorde consecutiva em 2026.

Pauta do Leitor

Aconteceu algo e quer compartilhar?
Envie para nós!

WhatsApp da Redação

Comentar

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

STF agenda análise de lei que alterou distribuição de royalties de petróleo


O Supremo Tribunal Federal (STF) irá analisar no próximo dia 6 de maio, terça-feira, ações que discutem a distribuição dos…


O Supremo Tribunal Federal (STF) irá analisar no próximo dia 6 de maio, terça-feira, ações que discutem a distribuição dos…

Economia

EUA: Trump chama Otan de ‘aliado pouco confiável’ e destaca ‘ótimos’ dados de emprego


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chamou a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) de um “aliado extremamente…


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chamou a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) de um “aliado extremamente…

Economia

Apesar da guerra, Bolsa deve ter melhor 1º trimestre em capital externo desde 2022


A incerteza gerada nos mercados mundiais pela guerra no Oriente Médio não foi suficiente para afastar o investidor estrangeiro da…


A incerteza gerada nos mercados mundiais pela guerra no Oriente Médio não foi suficiente para afastar o investidor estrangeiro da…