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27 de maio de 2026

FMI alerta que economia da Itália enfrenta desafios de curto prazo com energia mais cara


Por Agência Estado Publicado 27/05/2026 às 19h36
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Uma missão oficial do Fundo Monetário Internacional (FMI) na Itália avaliou que a economia do país entra em um período de curto prazo “cada vez mais desafiador”, pressionado pela maior incerteza no cenário global e pela alta dos preços de energia.

“O PIB real italiano avançou 0,5% em 2025, sustentado pelo consumo das famílias e por investimentos ligados ao Plano Nacional de Recuperação e Resiliência (NRRP). O Fundo, porém, destaca que o ambiente externo se deteriorou: com a guerra no Oriente Médio, a inflação cheia subiu para 2,8% na comparação anual em abril, refletindo a dependência italiana de combustíveis fósseis importados para geração de energia”, afirma o FMI em relatório.

Segundo a equipe do Fundo, o quadro é de desaceleração e maior vulnerabilidade a choques externos. Para o médio prazo, a análise aponta perspectivas de crescimento ainda moderadas, com limitações estruturais que continuam pesando sobre o potencial da economia, especialmente o fraco avanço da produtividade e o envelhecimento da população.

Na área fiscal, o FMI observa que a continuidade do processo de consolidação das contas públicas contribuiu para fortalecer a confiança dos mercados. No entanto, a instituição ressalta que a dívida pública italiana permanece em patamar elevado, o que mantém o país exposto a mudanças nas condições financeiras.

“O déficit nominal caiu para 3,1% do PIB em 2025, superando a meta inicial pelo segundo ano seguido. A melhora foi atribuída à arrecadação forte e maior conformidade tributária, que elevaram o superávit primário para 0,8% do PIB”, diz o FMI no relatório. “Mesmo assim, a dívida pública subiu para cerca de 137% do PIB ao fim de 2025, mantendo a Itália vulnerável a choques de crescimento, juros e confiança.”

Como recomendação, a missão defende um ajuste fiscal mais antecipado, com foco em ampliar a base tributária, melhorar a conformidade no pagamento de impostos e elevar a eficiência do gasto público. Essas medidas, avalia o Fundo, ajudariam a recompor “colchões de segurança” e aumentar a resiliência da economia italiana diante de um ambiente externo mais incerto.

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