Nós usamos cookies para melhorar a sua experiência em nosso site, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao acessar nosso portal, você concorda com o uso dessa tecnologia. Saiba mais em nossa Política de Privacidade.

21 de junho de 2026

FMI: choque energético testa orçamentos globais; políticas fiscais podem provocar turbulência


Por Agência Estado Publicado 18/06/2026 às 18h08
Ouvir: 00:00

O Fundo Monetário Internacional (FMI) avalia que, diante do choque de energia provocado pela guerra no Oriente Médio, governos estão disseminado medidas pouco direcionadas e potencialmente caras, em um momento de orçamentos apertados. Segundo a instituição, se as conversas de paz recentes levarem a uma normalização rápida do comércio e dos fluxos de petróleo, muitos países terão de enfrentar um novo desafio de desmontar programas de apoio sem provocar turbulência social e econômica.

O Fundo registrou quase 900 medidas adotadas em cerca de 170 países desde o início da guerra, entre economias avançadas e emergentes. A reação tem sido dominada por políticas fiscais, com governos buscando amortecer o impacto dos preços mais altos ao limitar o repasse para consumidores e empresas. O FMI observa que a composição e a sequência das respostas lembram as adotadas no choque energético de 2022, mas destaca que o contexto agora é mais adverso: crescem os custos de serviço da dívida e o espaço fiscal permanece limitado, o que torna o desenho das políticas mais decisivo.

Nas economias avançadas, quase metade das medidas são subsídios a produtores e distribuidores de energia. Já as economias emergentes adotaram um mix mais variado de medidas fiscais, como ampliação de controles de preços e outras intervenções administrativas.

Em regiões como Oriente Médio e Ásia Central, instrumentos monetários e financeiros têm maior peso. Na África, predominam ações sobre preços e oferta e, em partes da Ásia, há gestão da demanda, incluindo conservação e racionamento.

A instituição ainda aponta que alguns governos seguiram o caminho mais sustentável, embora politicamente difícil, de permitir a alta de preços administrados, reduzir subsídios ou suspender mecanismos de suavização de preços. “Essas medidas preservam sinais de mercado e contêm custos fiscais, mas exigem redes de proteção robustas para amparar famílias vulneráveis”, pondera.

Pauta do Leitor

Aconteceu algo e quer compartilhar?
Envie para nós!

WhatsApp da Redação

Comentar

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

‘Brasil já é visto como parceiro no negócio de terras raras’

Publicado 21/06/2026 às 08h00

Hoje, o Brasil é detentor da segunda maior reserva mineral de terras raras do mundo, grupo de minerais usados na…


Hoje, o Brasil é detentor da segunda maior reserva mineral de terras raras do mundo, grupo de minerais usados na…

Economia

Senador afirma que Planalto evitará embargo da UE sobre carne brasileira

Publicado 21/06/2026 às 07h00

O senador e ex-ministro da Agricultura Carlos Fávaro (PSD) afirmou neste sábado, 20, que o governo brasileiro conseguirá solucionar o…


O senador e ex-ministro da Agricultura Carlos Fávaro (PSD) afirmou neste sábado, 20, que o governo brasileiro conseguirá solucionar o…

Economia

Governo planeja entregar 4 editais de leilão de ferrovias ao TCU até fim de 2026, diz ministro

Publicado 20/06/2026 às 20h23

O governo federal planeja entregar quatro editais de projetos ferroviários ao Tribunal de Contas da União (TCU) ainda em 2026,…


O governo federal planeja entregar quatro editais de projetos ferroviários ao Tribunal de Contas da União (TCU) ainda em 2026,…