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29 de abril de 2026

Governo Central tem déficit primário de R$ 73,783 bi em março, mostra Tesouro


Por Agência Estado Publicado 29/04/2026 às 15h36
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As contas do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) tiveram déficit primário de R$ 73,783 bilhões em março, após um resultado negativo de R$ 30,046 bilhões em janeiro, informou o Tesouro nesta quarta-feira, 29.

O déficit de março foi maior do que a mediana das previsões do mercado financeiro na pesquisa Projeções Broadcast, que apontava para um resultado negativo de R$ 72,027 bilhões. As estimativas do mercado ficaram entre déficit de R$ 77 bilhões a superávit R$ 1,6 bilhão.

O resultado primário do mês passado foi pior do que o registrado em março de 2025, quando o saldo nas contas do Governo Central foi positivo em R$ 1,527 bilhão.

Esse foi o maior déficit para meses de março da série histórica, desde de 1997.

As despesas do Governo Central cresceram 49,2% em março, na comparação com o mesmo mês de 2025, já contabilizando a inflação do período. As receitas totais tiveram alta real de 5,1%, na mesma base de comparação.

No mês passado, a arrecadação do governo com impostos e contribuições federais somou R$ 229,249 bilhões, o maior resultado para meses de março desde 2000, segundo dados da Receita Federal.

Detalhamento

As contas do Tesouro Nacional, incluindo o Banco Central, tiveram déficit primário de R$ 24,614 bilhões em março, informou o órgão nesta quarta-feira.

No mesmo mês de 2025, houve superávit primário de R$ 24,479 bilhões.

A Previdência Social teve déficit primário de R$ 49,170 bilhões em março de 2026, contra um resultado negativo de R$ 22,951 bilhões no mesmo mês de 2025.

Isoladamente, o Banco Central teve déficit de R$ 46 milhões no mês passado, ante um saldo negativo de R$ 7 milhões no mesmo mês do ano anterior.

Acumulados

O Governo Central tem déficit primário de R$ 17,085 bilhões no acumulado até março de 2026. No mesmo período de 2025, o resultado era positivo em R$ 54,993 bilhões, sem correção pelo IPCA. As despesas têm alta real de 18,3% na soma do ano, enquanto as receitas totais sobem 3,4% acima da inflação.

No acumulado de 12 meses até março, o déficit primário do Governo Central soma R$ 136,5 bilhões, o equivalente a 1,03% do Produto Interno Bruto (PIB). As despesas obrigatórias somam 17,72% do PIB, e as discricionárias, 1,73%.

A meta fiscal de 2026 é de superávit primário de 0,25% do PIB, com tolerância de 0,25 ponto porcentual para mais ou para menos.

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