Nós usamos cookies para melhorar a sua experiência em nosso site, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao acessar nosso portal, você concorda com o uso dessa tecnologia. Saiba mais em nossa Política de Privacidade.

04 de junho de 2026

Há insuficiência das metas fiscais para a estabilização da dívida bruta do governo, diz TCU


Por Agência Estado Publicado 04/06/2026 às 19h55
Ouvir: 00:00

O Tribunal de Contas da União (TCU) apontou na quarta-feira, 3, para a “insuficiência das metas fiscais vigentes” para a estabilização da dívida bruta do governo geral (DBGG) em relação ao PIB. Também foi destacada a trajetória ascendente da dívida em todos os cenários projetados até 2029.

As conclusões são da equipe técnica da Unidade Especializada em Orçamento, Tributação e Gestão Fiscal (AudFiscal).

Nesta quarta-feira, o Plenário da Corte de Contas determinou que o Tesouro Nacional passe a deixar evidente o nível de resultados fiscais “consistente com a estabilização” da dívida bruta em relação ao PIB no horizonte de dez anos. A obrigação é para os próximos projetos de lei de diretrizes orçamentárias.

A equipe do TCU avaliou as projeções oficiais publicadas pelo Tesouro Nacional nos Relatórios de Projeções Fiscais (RPFs) e nos Relatórios de Projeção da Dívida Pública (RPDPs). Os cálculos realizados pela fiscalização mostraram que, mesmo com o cumprimento das metas fiscais, a estabilização da relação dívida/PIB não está assegurada nas projeções.

“A equipe concluiu que as metas fiscais efetivas são insuficientes para assegurar a estabilização da DBGG até 2029 em todos os cenários projetados, inclusive naquele que pressupõe o cumprimento integral das metas de resultado primário efetivo estabelecidas na LDO 2026 para os próximos anos”, detalha o acórdão.

Nos cenários de referência das projeções, o TCU vê como um problema central a “dependência crescente” das chamadas receitas condicionais. Exemplos são as estimativas de arrecadação que dependem da aprovação prévia de novas medidas legais.

A lei do arcabouço fiscal, aprovada em 2023, passou a exigir a compatibilidade das metas fiscais com o objetivo de médio prazo de estabilização da relação dívida/PIB.

Outras inconsistências apontadas pela fiscalização do TCU incluem: deterioração dos indicadores de capacidade de pagamento; hiato entre o resultado primário efetivo e o estabilizador estimado; e, além disso, transparência insuficiente das projeções oficiais de DBGG/PIB quanto à sensibilidade a receitas condicionais. O indicador “juros/receita” foi o que apresentou pior evolução no triênio de 2023 a 2025, ainda de acordo com a fiscalização.

Pauta do Leitor

Aconteceu algo e quer compartilhar?
Envie para nós!

WhatsApp da Redação

Comentar

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Mauro Vieira diz que tarifas dos EUA desconsideram realidade do Brasil

Publicado 04/06/2026 às 20h30

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou nesta quinta-feira, 4, que o governo Donald Trump ignorou os argumentos levados…


O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou nesta quinta-feira, 4, que o governo Donald Trump ignorou os argumentos levados…

Economia

Vibra anuncia resgate antecipado de R$ 779 milhões em debêntures

Publicado 04/06/2026 às 20h20

A Vibra Energia anunciou na noite desta quinta-feira, 4, que vai fazer o resgate antecipado facultativo da primeira série de…


A Vibra Energia anunciou na noite desta quinta-feira, 4, que vai fazer o resgate antecipado facultativo da primeira série de…

Economia

Comissário do Comércio da UE cobra que EUA cumpram acordo tarifário de 15% com bloco europeu

Publicado 04/06/2026 às 19h25

O comissário do Comércio da União Europeia, Maros Sefcovic, cobrou nesta quinta-feira, 4, para que os Estados Unidos honrem o…


O comissário do Comércio da União Europeia, Maros Sefcovic, cobrou nesta quinta-feira, 4, para que os Estados Unidos honrem o…