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07 de abril de 2026

Haddad diz que aporte aos Correios ‘não está decidido’ e valor seria menor que R$ 6 bilhões


Por Agência Estado Publicado 08/12/2025 às 21h42
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira, 8, que o Tesouro Nacional segue encarregado do plano de reestruturação dos Correios.

“Nós sempre estamos condicionando tudo ao plano de reestruturação. Os Correios precisam mudar, precisam ser reestruturados”, defendeu ele ao ser questionado sobre novas conversas em torno do socorro à estatal. “Está tudo caminhando bem, mas enfim, ainda com detalhes para acertar”.

Sobre a possibilidade de um aporte aos Correios neste ano, Haddad afirmou: “Até teria, mas não é uma coisa que está decidida”. Indagado se o aporte seria no valor de R$ 6 bilhões, ele respondeu: “O valor é inferior a esse, pelo que eu sei, que é algo que está sendo aventado, mas não está decidido”.

O presidente da Caixa, Carlos Antônio Vieira Fernandes, também foi visto chegando na Residência Oficial da Câmara, mas Haddad disse que a reunião não era com ele. “Eu não encontrei com ele. Quando ele chegou, eu estava saindo. Então, não chegamos a conversar”.

Por fim, o ministro disse que pode ser enviado um Projeto de Lei do Congresso Nacional (PLN) de crédito suplementar para viabilizar parte do aporte aos Correios em 2025.

No que se refere à aprovação de um empréstimo à estatal, ele destacou: “É uma possibilidade, mas não estamos jogando com uma possibilidade só, por causa da negociação com os bancos”.

Na semana passada, Haddad afirmou que um possível aporte na companhia só seria feito dentro das regras fiscais. Essa é uma das alternativas em estudo nessa solução de curto prazo.

Com um prejuízo acumulado de R$ 6,05 bilhões no ano até setembro, a estatal tenta captar um empréstimo de R$ 20 bilhões.

Na última terça-feira, 2, o Tesouro Nacional avisou que não daria aval a um empréstimo nesse montante caso as taxas de juros estejam acima de 120% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI).

A proposta dos bancos, segundo apurou o Estadão, foi de 136% do CDI. Ou seja: com essa taxa, a proposta foi recusada, o que deu início a uma nova rodada de negociação.

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