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18 de abril de 2026

Ibovespa cai 0,55% no dia, aos 195,7 mil pontos, e cede 0,81% na semana, com Petrobras


Por Agência Estado Publicado 17/04/2026 às 17h59
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O Ibovespa teve a terceira correção fracional desde a máxima de fechamento da última terça-feira, 14, nesta sexta-feira, 17, ainda em baixa moderada de 0,55%, aos 195.733,51 pontos, após perdas de 0,46%, cada, nas duas sessões anteriores. Na mínima, buscou hoje os 195.367,90 pontos, saindo de máxima aos 198.665,65 pontos, com abertura aos 196.880,51.

O giro financeiro foi aos R$ 44,7 bilhões nesta sexta-feira, reforçado pelo vencimento de opções sobre ações.

Na semana, o Ibovespa recuou 0,81%, interrompendo sequência de três ganhos nas anteriores, com destaque para a alta de quase 5% no intervalo de segunda a sexta-feira passada. No mês, o Ibovespa sobe 4,41%, colocando o ganho do ano a 21,48%.

O presidente dos EUA, Donald Trump, reagiu a princípio bem ao anúncio da abertura do Estreito de Ormuz durante o período restante do cessar-fogo entre Líbano e Israel, em publicação na Truth Social. Na postagem, ele chamou a importante rota marítima de “Estreito do Irã”, após sinalizar em ocasiões anteriores que o local poderia ser controlado por Washington. “O Irã acaba de anunciar que o Estreito do Irã está totalmente aberto e pronto para a navegação. Obrigado!”, escreveu.

Assim, as bolsas do exterior fecharam majoritariamente em alta nesta sexta-feira, com as expectativas de que a reabertura do Estreito de Ormuz, confirmada pelo Irã diante do cessar-fogo de 10 dias entre Líbano e Israel, encaminhe uma trégua mais ampla no Oriente Médio. Em Nova York, destaque para alta de 1,79% no Dow Jones, de 1,20% no S&P 500 e de 1,52% no Nasdaq.

A movimentação de navios pelo Estreito de Ormuz já vinha aumentando gradualmente antes mesmo de o Irã anunciar a reabertura total da importante rota comercial – por onde transita cerca de 20% do petróleo mundial -, de acordo com o serviço de rastreamento de navios Kpler.

No entanto, poucas horas após a reabertura do Estreito de Ormuz, o governo do Irã deu sinais de que pode rever a decisão diante da afirmação de Trump de que manterá o bloqueio naval. O anúncio veio pela agência semiestatal Fars. Segundo uma autoridade iraniana, a decisão do presidente americano é uma forma de chantagem.

A despeito deste último desdobramento, “a semana foi marcada por uma virada significativa no cenário geopolítico global”, diz Bruna Sene, analista de renda variável da Rico. “O que começou com tensão elevada, após o impasse das negociações entre Estados Unidos e Irã no Paquistão no fim de semana anterior, evoluiu ao longo dos dias para um ambiente de crescente otimismo com a perspectiva do fim do conflito no Oriente Médio”, acrescenta. “O Ibovespa chegou a acumular 11 sessões de alta consecutivas, renovando recordes históricos em 18 ocasiões em 2026, e se aproximou muito da marca psicológica dos 200 mil pontos, atingindo 199.354 pontos na máxima intradiária na terça-feira.”

Na B3, contudo, o Ibovespa se manteve hoje na contramão da euforia externa, em razão da exposição do índice às ações de Petrobras, que chegaram a ceder em torno de 7% na ON e na PN, ante a correção que em parte do dia era de dois dígitos nos contratos futuros do petróleo em Londres e Nova York. Ao fim, com alguma melhora também nas cotações da commodity ao longo da tarde, Petrobras ON marcava -5,31% e a PN, -4,86%, no fechamento.

Vale ON, por outro lado, subiu 2,64%, na máxima do dia no fechamento, a R$ 89,75, com ganhos no setor metálico que chegaram a 3,15% em Usiminas PNA. Entre os bancos, o avanço desta sexta-feira atingiu 1,97% em Bradesco PN, no encerramento. Na ponta vencedora do Ibovespa, além de Usiminas, destaque para Vamos (+6,27%), Direcional (+4,48%) e CSN Mineração (+3,35%). No lado oposto, em geral, empresas do setor de energia, impactadas pela correção do petróleo: além das ações de Petrobras, apareceram as de Brava (-6,28%) e PetroReconcavo (-4,12%), ao lado de Braskem (-5,55%).

O mercado financeiro fez um ajuste no otimismo sobre o desempenho das ações no curtíssimo prazo, segundo o Termômetro Broadcast Bolsa desta sexta-feira. Entre os participantes, a parcela que previa alta para o Ibovespa na próxima semana caiu de 71,43% na edição anterior para 50%, sendo ainda a maioria no universo das respostas. A expectativa de estabilidade subiu de 28,57% para 37,50%, enquanto a percepção de queda, que não aparecia na última pesquisa, representa 12,50%.

Para Rachel de Sá, estrategista de investimentos da XP, foi uma semana de vai e vem, em que se chegou a flertar com a aversão a risco, mas que terminou em apetite, com a extensão do cessar-fogo ao Líbano e a indicação de reabertura do Estreito de Ormuz à passagem de navios.

“O que de início parecia uma piora, acabou em melhora”, considerando a relativa distensão geopolítica. Por outro lado, acrescenta a estrategista, tal alívio que induziu a compra de ações na B3 resultou também em correção nas cotações do petróleo no exterior, com efeito para a precificação de Petrobras. Dessa forma, o Ibovespa foi pressionado, na sessão e na semana, pela exposição do índice ao setor de energia e, em especial, às ações da estatal. Na semana, ambos os papéis da petrolífera acumularam perdas próximas à casa de 6%.

“No curto prazo, ainda vamos ter muita volatilidade na Bolsa por conta do conflito no Oriente Médio, principalmente nas commodities”, resume Josias Bento, especialista em investimentos e sócio da GT Capital.

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