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01 de junho de 2026

Ibovespa inicia junho aos 172 mil, em baixa de 0,91%, no menor nível desde 21/1


Por Agência Estado Publicado 01/06/2026 às 17h53
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O Ibovespa se manteve pressionado pela quinta sessão consecutiva, nesta segunda-feira, 1º de junho, em grau maior do que nas anteriores, ainda sob o efeito, em especial, das idas e vindas entre EUA e Irã, em meio a novos sinais de ruptura do frágil diálogo após a retomada de ofensiva de Israel no Líbano. Nesta segunda, o índice da B3 oscilou entre mínima de 171.792,82, em queda superior a 1%, e máxima de 173.975,31 pontos, perto do nível da abertura, de 173.790,08 pontos. No fechamento, no menor patamar desde 21 de janeiro, marcava 172.197,46 pontos, em baixa de 0,91%. O giro financeiro foi de R$ 28,4 bilhões nesta abertura de junho. No ano, o índice limita alta a 6,87%.

Bruna Centeno, economista na Blue3 Investimentos, destaca que o contexto global permanece muito incerto, o que se reflete na curva de juros, no câmbio e também na Bolsa, com a aversão a risco tendendo a se refletir na busca por proteção.

Como contexto doméstico, também refletindo o externo, a classificação na semana passada de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas pelos Estados Unidos traz um fator a mais de preocupação quanto à relação bilateral, acrescenta.

Dessa forma, na B3, o começo do último mês do semestre foi marcado pela cautela que tem prevalecido, quase linearmente, desde a mais recente renovação de recordes pelo Ibovespa, em 14 de abril, com reversão do fluxo estrangeiro para mercados como Nova York e outros com exposição a tecnologia, na Ásia.

Em Nova York, os principais índices de ações seguem nas máximas históricas, apesar das incertezas em torno de EUA-Irã. Nesta segunda, no fechamento, Dow Jones +0,09%, S&P 500 +0,26% e Nasdaq +0,42%.

No dia, as ações das principais empresas de software registraram ganhos após o CEO da Nvidia, Jensen Huang, afirmar que os agentes de inteligência artificial têm potencial de impulsionar significativamente o setor, afastando os temores de que a tecnologia pudesse forçar muitas empresas do segmento a fechar.

Sem exposição a tecnologia na B3, à exceção de Petrobras (ON +1,31%, PN +0,88%) -que acompanhou bem ao longe nova escalada do petróleo – o dia foi em geral negativo para as demais ações de primeira linha, como Vale (ON -1,35%) e Itaú (PN -1,65%). Na ponta ganhadora do Ibovespa, Totvs (+4,32%), Brava (+2,57%) e Cosan (+2,11%). No lado oposto, Minerva (-5,15%), RD Saúde (-4,44%) e Suzano (-3,01%).

No cenário geopolítico, o Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, ligado à Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, alertou moradores do norte de Israel a deixarem a região caso o governo israelense amplie operações no Líbano, elevando a tensão no Oriente Médio.

Por sua vez, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que informou ao presidente dos EUA, Donald Trump, que Israel atacaria alvos do Hezbollah em Beirute se os ataques a cidades e civis israelenses continuarem. “Nossa posição permanece a mesma”, disse Netanyahu, acrescentando que as Forças de Defesa de Israel (IDF) continuariam as operações planejadas no sul do Líbano juntamente com qualquer potencial escalada.

Matthew Ryan, head de estratégia de mercado global da Ebury, observa que embora as manchetes sobre Estados Unidos, Israel e Irã continuem influenciando os mercados, a semana traz uma nova bateria de dados econômicos, para além da conjuntura geopolítica, e que tendem a contribuir para tomar o pulso da situação: especialmente em leituras sobre o mercado de trabalho americano, como o Jolts, métrica acompanhada de perto pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), e a divulgação preliminar da inflação de maio na zona do euro, ambos a serem conhecidos na terça-feira.

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