Nós usamos cookies para melhorar a sua experiência em nosso site, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao acessar nosso portal, você concorda com o uso dessa tecnologia. Saiba mais em nossa Política de Privacidade.

08 de junho de 2026

Ibovespa renova mínima desde janeiro após ajuste em expectativas de juros


Por Agência Estado Publicado 08/06/2026 às 17h51
Ouvir: 00:00

O Ibovespa voltou a fechar no menor nível desde o fim de janeiro, em meio ao ajuste das expectativas para os juros no Brasil e à busca do investidor estrangeiro por outros emergentes com maior potencial de alta. A incerteza sobre os próximos capítulos da guerra no Oriente Médio também aumenta a aversão ao risco e pressiona a renda variável, ainda que favoreça a alta do petróleo e de ações do setor na B3.

O principal índice da Bolsa brasileira caiu 0,21%, aos 168.668,72 pontos – menor nível de fechamento desde 20 de janeiro, quando terminou o pregão a 166.276,90 pontos. O volume de negócios atingiu R$ 20,697 bilhões.

A maior contribuição positiva para o índice veio de Weg (WEGE3 +3,63%, +0,10 ponto porcentual), seguida pela ação preferencial da Petrobras (PETR4 +0,81%; +0,06 pp). Na outra ponta, ficaram Vale (VALE3 -0,80%, -0,09 pp) e Itaú Unibanco (ITUB4 -0,80%, -0,07 pp).

Para Daniel Teles, especialista e sócio da Valor Investimentos, o movimento ocorre em um ambiente de saída de recursos externos. “Pegamos bastante saída de capital”, afirma. “Hoje amanhecemos com o Focus trazendo revisões para cima em Selic, câmbio e IPCA, e com a percepção de risco-Brasil aumentando”, diz.

A economista-chefe da InvestSmart, Mônica Araújo, reforça o papel do fluxo estrangeiro na formação de preços e diz que o investidor externo tem reduzido a exposição à Bolsa brasileira. Essa mudança decorre da percepção de que o espaço para cortes de juros diminuiu.

Felipe Tavares, economista-chefe da BGC Liquidez, aponta receios dos investidores com inflação e juros mais altos, além de incertezas no horizonte político. Segundo Tavares, a percepção que havia no começo de 2026, de que o ano terminaria melhor do que começou, “se inverteu”.

Araújo aponta que houve “uma realocação global para tecnologia” e que o Brasil tem pouca exposição direta a esse tema, o que também contribui para que o mercado local fique de lado, após a realização de parte dos ganhos acumulados no início do ano.

“Neste momento, outros países emergentes estão sendo os ‘queridinhos’ da vez”, diz Teles, citando como exemplo a Coreia do Sul. O Kospi, principal índice acionário do país, acumula alta de 74% em 2026, com boa parte do avanço ocorrido desde o início de abril. No mesmo intervalo o Ibovespa perdeu valor, e passou a acumular alta de pouco menos de 5% neste ano.

Tavares afirma que, na comparação entre emergentes, o Brasil “fica um pouco atrás” de mercados como África do Sul e Chile, que, segundo ele, “estão fazendo o dever de casa”, em particular no âmbito fiscal, e se beneficiando dessa realocação.

Pauta do Leitor

Aconteceu algo e quer compartilhar?
Envie para nós!

WhatsApp da Redação

Comentar

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Dólar vai a maior nível desde 30 de março com piora na perspectiva sobre guerra

Publicado 08/06/2026 às 17h47

O dólar à vista seguiu em alta firme ante o real no período da tarde desta segunda-feira, 8, e fechou…


O dólar à vista seguiu em alta firme ante o real no período da tarde desta segunda-feira, 8, e fechou…

Economia

Em resposta ao Cade, iFood nega exigir que restaurantes equiparem preços a outras plataformas

Publicado 08/06/2026 às 17h43

Em resposta à Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (SG/Cade), o iFood negou exigir dos restaurantes a equiparação de…


Em resposta à Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (SG/Cade), o iFood negou exigir dos restaurantes a equiparação de…

Economia

Próximo choque global está a caminho e países devem se preparar, alerta Georgieva, do FMI

Publicado 08/06/2026 às 17h38

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, afirmou estar preocupada com a possibilidade de novos choques na economia…


A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, afirmou estar preocupada com a possibilidade de novos choques na economia…