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13 de maio de 2026

IIF: fluxos para emergentes voltam ao positivo em abril, com entrada de US$ 58,3 bi


Por Agência Estado Publicado 11/05/2026 às 15h58
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Os fluxos de capital para mercados emergentes voltaram ao terreno positivo em abril, após a forte saída registrada em março, segundo relatório divulgado nesta segunda-feira pelo Instituto de Finanças Internacional (IIF, na sigla em inglês). As entradas líquidas de portfólio somaram US$ 58,3 bilhões no mês, revertendo parte da saída de US$ 66,2 bilhões observada em março.

A recuperação foi liderada pelos mercados de dívida, que receberam US$ 51,9 bilhões, enquanto os fluxos para ações ficaram positivos em US$ 6,4 bilhões após a liquidação ocorrida no mês anterior. Segundo o IIF, o movimento indica que “o choque de março não se transformou em uma parada generalizada de financiamento” para os emergentes.

O instituto destacou que os investidores voltaram rapidamente aos ativos emergentes após a redução do pânico geopolítico inicial e a reabertura das emissões no mercado primário. Ainda assim, avaliou que o apetite segue concentrado em renda fixa, beneficiada pelo diferencial de juros, pela reabertura das janelas de emissão e pela percepção de fundamentos externos mais sólidos em vários países emergentes.

A América Latina permaneceu entre as regiões de melhor desempenho. O relatório aponta entradas de US$ 17,5 bilhões em abril, sendo US$ 13,3 bilhões em dívida e US$ 4,3 bilhões em ações. No acumulado do ano, os fluxos para a região chegam a US$ 60,7 bilhões, acima dos US$ 17,5 bilhões registrados no mesmo período de 2025.

O IIF também ressaltou a retomada das emissões soberanas e corporativas de emergentes. As emissões soberanas subiram para US$ 24,7 bilhões em abril, após apenas US$ 3,1 bilhões em março, enquanto as corporativas avançaram para US$ 37 bilhões. O instituto citou operações relevantes de países como Brasil, Polônia e Sérvia.

Apesar da melhora, o IIF alertou que o cenário ainda é frágil e que a recuperação pode representar apenas uma “primeira fase de alívio”, diante de riscos ligados à inflação, energia, liquidez global e política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano).

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