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20 de fevereiro de 2026

Membro do Fed avalia que aumento de produtividade com IA aproxima juros do nível neutro nos EUA


Por Agência Estado Publicado 19/02/2026 às 13h42
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O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de Minneapolis, Neel Kashkari, disse nesta quinta-feira, 19, estar confiante com o uso da inteligência artificial (IA), à medida que considera visível o aumento da produtividade pelas empresas que a utilizam e que os investimentos no setor também impactam na taxa de juros.

“O investimento em IA provavelmente está levando a taxa de juros ao nível neutro”, afirmou ele, durante painel do Encontro Econômico de Perspectivas do Meio-Oeste de 2026, na Dakota do Norte. “A IA pode impulsionar a produtividade nos próximos 5 a 10 anos”, acrescentou ele.

Kashkari também disse que há limites para o uso da tecnologia, e que o Fed é cauteloso ao usar IA internamente, colocando medidas rigorosas para impedir o acesso a dados confidenciais.

O dirigente ainda mostrou forte ceticismo quanto ao valor das criptomoedas na economia real. Colocando-as em contraste com as ferramentas de IA, que são usadas diariamente, ele classificou as criptomoedas como “completamente inúteis”.

Ao discutir inovações de pagamento como as stablecoins, Kashkari questionou sua utilidade prática em comparação aos sistemas de pagamento já existentes.

“Quando pergunto sobre utilidade de criptomoedas, não recebo nenhuma resposta. Posso enviar US$ 5 a qualquer um via Venmo, PayPal ou Zelle meios de pagamento nos EUA. Então, o que essa stablecoin mágica pode fazer?”, ele indagou.

Críticas a Kevin Hassett

O presidente do Federal Reserve de Minneapolis disse ainda nesta quinta-feira que os comentários do diretor do Conselho Econômico Nacional dos Estados Unidos, Kevin Hassett, sobre uma pesquisa dos custos das tarifas sobre a população americana, visam apenas desestabilizar a independência do BC norte-americano.

“Os comentários de Hassett sobre a pesquisa da equipe do Fed foram apenas mais um passo para tentar comprometer a independência do Fed”, disse Kashkari.

O estudo publicado pelo Fed de Nova York argumenta, dentre diversos tópicos, que as empresas e os consumidores americanos continuam a “suportar” a maior parte do ônus econômico das altas tarifas impostas em 2025 e que os preços de importação mais altos levaram as empresas a reorganizar suas cadeias de suprimentos.

Kashkari também defendeu que o BC norte-americano está próximo de cumprir os seus dois mandatos de inflação e emprego, enquanto a taxa básica de juros está muito próxima do nível neutro – quando não está contraindo ou expandindo a economia.

Segundo ele, a inflação está em queda e as pressões sobre os preços devem arrefecer. “O mercado de trabalho tem se mantido bastante resiliente, e, embora mais suave, segue entre razoavelmente bom a muito bom”, acrescentou.

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