Nós usamos cookies para melhorar a sua experiência em nosso site, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao acessar nosso portal, você concorda com o uso dessa tecnologia. Saiba mais em nossa Política de Privacidade.

27 de janeiro de 2026

Moody’s: efeitos de Mercosul-UE sobre crédito soberano do Brasil são limitados no curto prazo


Por Agência Estado Publicado 26/01/2026 às 11h14
Ouvir: 00:00

Os efeitos potenciais do acordo entre Mercosul e União Europeia (UE) para a qualidade do perfil de crédito soberano do Brasil são limitados no curto prazo, em razão da contribuição modesta para o crescimento geral, avalia a Moody’s, em relatório. Contudo, a agência de classificação de risco destaca que o acordo promove a diversificação das exportações para além da China e dos EUA, reduzindo a vulnerabilidade geopolítica, e apoia a entrada de investimento estrangeiro direto, particularmente no agronegócio e energia renovável (fatores estruturais para o crescimento do País).

Segundo a Moody’s, o Brasil está apto a ser o maior beneficiário dentro do Mercosul dada a composição e escala de suas exportações. A UE representou cerca de 16% do comércio total do Mercosul em 2024 e, para o Brasil, os produtos agrícolas (carne bovina, aves, açúcar) e produtos minerais dominam as exportações para o bloco europeu. “As tarifas do Mercosul sobre alguns bens europeus são elevadas – chegando a até 35% para autopeças e 28% para laticínios -, de forma que sua eliminação gradual aumentará a competitividade e gerará economias”, afirma.

No entanto, a agência destaca que as principais exportações do Brasil, como petróleo e produtos minerais, já estão sujeitas a tarifas baixas, com média de 0,5%.

Mercosul

Para o perfil de crédito dos soberanos e setores-chave do Mercosul, o acordo com a UE é positivo por apoiar o acesso aos mercados de exportação, o investimento e a diversificação comercial, avalia a Moody’s, destacando que a UE já é a maior provedora de investimento estrangeiro na região do Mercosul.

Contudo, os benefícios de curto prazo são restringidos por um processo prolongado de implementação e pelos desafios de ratificação, pondera a agência. O acordo também inclui requisitos de sustentabilidade, como o cumprimento das metas do Acordo de Paris.

Pauta do Leitor

Aconteceu algo e quer compartilhar?
Envie para nós!

WhatsApp da Redação

Comentar

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Canadá pode aumentar crescimento em 7% ao derrubar barreiras comerciais internas, diz FMI


Uma nova análise do Fundo Monetário Internacional (FMI) aponta que o maior entrave à competitividade canadense está dentro de suas…


Uma nova análise do Fundo Monetário Internacional (FMI) aponta que o maior entrave à competitividade canadense está dentro de suas…

Economia

Aneel mantém caducidade de contratos de 2022 de Serra Negra e Tangará Transmissão


A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) manteve nesta quarta-feira, 27, a recomendação de caducidade de dois contratos de concessão…


A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) manteve nesta quarta-feira, 27, a recomendação de caducidade de dois contratos de concessão…

Economia

Coreia do Sul acelera aprovação de acordo com os EUA, após Trump ameaçar aumentar tarifas


Parlamentares do governo e da oposição da Coreia do Sul buscam agilizar a aprovação do acordo comercial com os Estados…


Parlamentares do governo e da oposição da Coreia do Sul buscam agilizar a aprovação do acordo comercial com os Estados…