Nós usamos cookies para melhorar a sua experiência em nosso site, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao acessar nosso portal, você concorda com o uso dessa tecnologia. Saiba mais em nossa Política de Privacidade.

13 de maio de 2026

Mudança no crédito imobiliário visa ampliar disponibilidade de recursos, diz diretor do BC


Por Agência Estado Publicado 11/05/2026 às 14h40
Ouvir: 00:00

O diretor de Regulação e de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do Banco Central, Gilneu Vivan, disse nesta segunda-feira, 11, que a mudança no funding imobiliário realizada pela autarquia no ano passado teve como objetivo ampliar os recursos disponíveis e permitir que a modalidade crescesse.

“O uso da poupança sempre foi um ótimo modelo, mas o ponto era que a gente não ia chegar aonde se gostaria com esse modelo”, afirmou Vivan, durante live do BC sobre o tema. “Se necessitava achar uma forma de rearrumar o modelo, de forma a conseguir mais recursos, uma taxa que fosse adequada para um produto de crédito imobiliário.”

O novo modelo de crédito imobiliário lançado pelo governo em outubro prevê um aumento gradual do porcentual do saldo da poupança destinado ao setor. Hoje, são 65%. Com a mudança, o valor passa a ser o equivalente a 100% do saldo, embora a fonte passe a ser captada a mercado, por meio de Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e Letras Imobiliárias Garantidas (LIGs), por exemplo.

A instituição financeira capta os recursos a mercado e pode usar um valor equivalente do saldo da poupança para aplicar em ativos, com lucro maior do que é pago pela poupança. A ideia do BC é que esse spread sirva para reduzir os juros da operação.

Segundo Vivan, a mudança ocorreu porque o saldo de poupança está estagnado em termos nominais desde 2020, o que impede o crescimento do crédito imobiliário como porcentual do Produto Interno Bruto (PIB). Considerando apenas o crédito financiado pela poupança, ele representa 6% do PIB no Brasil – contra 20% a 30% do PIB em outros países de renda média.

O diretor lembrou que, até a mudança, a falta de recursos para o segmento já havia levado instituições financeiras a procurar financiamento a mercado, o que as levava a ofertar crédito com juros maiores. Ao mesmo tempo, o financiamento vinha sendo diminuído, de 80% para 60% ou 50% do valor do imóvel, por exemplo. “As taxas sobem e o volume de crédito diminui”, disse.

Pauta do Leitor

Aconteceu algo e quer compartilhar?
Envie para nós!

WhatsApp da Redação

Comentar

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

MSCI anuncia inclusão da ON Itaú Unibanco ao índice de mercados emergentes


A MSCI anunciou os resultados da revisão de índices de maio de 2026 em comunicado divulgado nesta terça-feira, 12. A…


A MSCI anunciou os resultados da revisão de índices de maio de 2026 em comunicado divulgado nesta terça-feira, 12. A…

Economia

Abit: Fim da ‘taxa das blusinhas’ penaliza quem produz no Brasil


A Abit, entidade que representa os fabricantes de vestuário, manifestou “profunda preocupação” em nota de repúdio à decisão do governo…


A Abit, entidade que representa os fabricantes de vestuário, manifestou “profunda preocupação” em nota de repúdio à decisão do governo…

Economia

Pedro Miguel: Se Brasil é maior fornecedor à UE é porque cumpre padrão e tem qualidade


O embaixador do Brasil junto à União Europeia, Pedro Miguel da Costa e Silva, criticou a decisão europeia de excluir…


O embaixador do Brasil junto à União Europeia, Pedro Miguel da Costa e Silva, criticou a decisão europeia de excluir…