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02 de julho de 2026

Na Alemanha, Merz anuncia pacote de reformas com corte de impostos e mudanças na Previdência


Por Agência Estado Publicado 02/07/2026 às 14h42
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O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, e os partidos que compõem sua coalizão de governo apresentaram nesta quinta-feira (2) um amplo pacote de reformas com o objetivo de recolocar a economia do país, que tem mostrado desempenho fraco, em uma trajetória de crescimento.

As 34 medidas incluem cortes no imposto de renda para famílias de baixa e média renda, uma reforma do sistema previdenciário, regras mais rígidas para afastamentos por licença médica e uma redução da burocracia considerada excessiva no país.

“Todas essas reformas têm um único objetivo: estamos nos preparando para o futuro”, disse Merz nesta quinta-feira. “Estamos nos fortalecendo para que possamos viver bem nesses novos tempos.”

A coalizão de Merz, formada por partidos de centro-direita e centro-esquerda, assumiu o poder há pouco mais de um ano prometendo promover reformas e reaquecer a maior economia da Europa. Desde então, porém, tornou-se profundamente impopular, em parte pela percepção de que passou mais tempo envolvida em disputas internas do que entregando resultados concretos. Merz tenta agora desvincular seu governo dessa imagem negativa.

“Desde o início estabelecemos uma agenda com um único objetivo em mente: queremos colocar a Alemanha de volta nos trilhos. Agora está claro que isso é possível”, afirmou o chanceler conservador.

Problemas estruturais incluem custos de energia e baixo investimento

A economia alemã voltou a crescer modestamente no ano passado, após dois anos consecutivos de retração. O governo projeta expansão de apenas 0,5% neste ano, estimativa reduzida em razão dos impactos da guerra no Irã.

O país, com 83,5 milhões de habitantes, já enfrentava crescente concorrência de empresas chinesas, custos elevados de energia após a invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia e desafios relacionados às tarifas e ameaças comerciais do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Além disso, convive com problemas estruturais, como altos custos de produção, investimento privado insuficiente e sistemas de saúde e Previdência cada vez mais caros devido ao envelhecimento da população.

Os líderes da coalizão informaram que os cortes de impostos, quando plenamente implementados em 2028, proporcionarão uma economia anual de cerca de 600 euros para uma família com dois pais empregados, dois filhos e renda tributável total de 60 mil euros. O alívio tributário total proporcionado pela reforma será de aproximadamente 10 bilhões de euros por ano.

A reforma da Previdência prevê elevar gradualmente a idade de aposentadoria – atualmente entre 65 e 67 anos, dependendo do tempo de contribuição – em linha com a expectativa de vida. A coalizão afirmou que implementará as recomendações apresentadas no mês passado por um painel de especialistas e políticos designado pelo governo para estabilizar o sistema previdenciário. O objetivo é impedir a redução do valor das aposentadorias e evitar um aumento expressivo e permanente das contribuições pagas pelos trabalhadores.

As novas regras para licença médica deixarão de permitir que empregados comuniquem afastamento por até três dias sem consultar um médico ou obtenham atestado de uma semana apenas por telefone, sem atendimento presencial. Em vez disso, os empregadores poderão exigir atestado médico desde o primeiro dia de afastamento.

Merz tem afirmado repetidamente que o índice de licenças médicas na Alemanha é elevado demais e prejudica a produtividade.

Extrema direita critica pacote

No combate à burocracia, o governo pretende eliminar diversas exigências de prestação de informações e documentação, reduzir a proteção de dados ao mínimo exigido pela União Europeia e simplificar procedimentos, inclusive para a entrega de declarações de imposto de renda.

Alice Weidel, copresidente do partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD), que ficou em segundo lugar nas eleições nacionais do ano passado, criticou o pacote de reformas.

Em publicação no X, ela classificou as medidas como “uma redistribuição ainda mais à esquerda e compromissos mínimos que não merecem ser chamados de ‘reformas’.” “O fato de isso estar sendo vendido como um ‘avanço’ mostra apenas uma coisa: a completa incapacidade deste governo de promover reformas”, escreveu.

Apesar das críticas, Merz fez um apelo para que a população apoie o pacote. “Sabemos que vocês, senhoras e senhores – os cidadãos do nosso país – querem decisões, e não conflitos. E foi exatamente isso que entregamos”, afirmou nos jardins da Chancelaria, em Berlim, durante a apresentação pública das reformas. “Juntem-se a nós; apoiem-nos na implementação das reformas que agora são necessárias.” Fonte: Associated Press.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

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