Nós usamos cookies para melhorar a sua experiência em nosso site, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao acessar nosso portal, você concorda com o uso dessa tecnologia. Saiba mais em nossa Política de Privacidade.

04 de abril de 2026

No Congresso, Milei promete acordo com FMI e diz que Mercosul só enriqueceu brasileiros


Por Agência Estado Publicado 02/03/2025 às 13h15
Ouvir: 00:00

O presidente da Argentina, Javier Milei, sinalizou que um novo acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) era iminente e voltou a ameaçar retirar o país do Mercosul, afirmando que o bloco enriqueceu brasileiros e empobreceu argentinos. As declarações ocorreram na noite de sábado, 1, em seu discurso anual ao Congresso argentino, em que tentou projetar uma imagem otimista de sua reforma econômica, após um primeiro ano de mandato desagregador e uma recente onda de controvérsias.

Em um discurso que agradou sua base de direita, mas incluiu pouco de novo em termos de políticas, o presidente prometeu à nação que, nos próximos dias, pediria ao Congresso que apoiasse o governo no novo acordo com o FMI. Ele destacou o sucesso do governo em reduzir a taxa de inflação mensal, que atingiu 26% em dezembro de 2023, quando ele assumiu o cargo, para pouco mais de 2% em janeiro, além de ajudar o país a sair de uma recessão.

Na política comercial, Milei anunciou que a Argentina deixaria o bloco do Mercosul, caso fosse necessário, para fechar um acordo de livre-comércio com os Estados Unidos. Segundo ele, desde a criação do bloco, o Mercosul “conseguiu apenas enriquecer os grandes empresários brasileiros às custas de empobrecer os argentinos”, de acordo com a mídia local.

Em seu discurso, Milei não forneceu mais detalhes sobre o suposto novo acordo de financiamento com os EUA – um plano que seu governo busca há meses para ajudar a levantar os rígidos controles de capital e câmbio da Argentina, na esperança de colher os benefícios de suas reformas de mercado livre, que resultaram no ano passado no primeiro superávit fiscal da Argentina em 14 anos.

O FMI, encorajado pelos progressos de Milei, mas cauteloso quanto à sustentabilidade de sua austeridade, tem ponderado se deve emprestar mais dinheiro à Argentina, seu maior devedor, com um histórico de inadimplência e ainda com uma dívida superior a US$ 40 bilhões pelo seu programa mais recente, que terminou em dezembro. Fonte: Associated Press.

Pauta do Leitor

Aconteceu algo e quer compartilhar?
Envie para nós!

WhatsApp da Redação

Comentar

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

STF agenda análise de lei que alterou distribuição de royalties de petróleo


O Supremo Tribunal Federal (STF) irá analisar no próximo dia 6 de maio, terça-feira, ações que discutem a distribuição dos…


O Supremo Tribunal Federal (STF) irá analisar no próximo dia 6 de maio, terça-feira, ações que discutem a distribuição dos…

Economia

EUA: Trump chama Otan de ‘aliado pouco confiável’ e destaca ‘ótimos’ dados de emprego


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chamou a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) de um “aliado extremamente…


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chamou a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) de um “aliado extremamente…

Economia

Apesar da guerra, Bolsa deve ter melhor 1º trimestre em capital externo desde 2022


A incerteza gerada nos mercados mundiais pela guerra no Oriente Médio não foi suficiente para afastar o investidor estrangeiro da…


A incerteza gerada nos mercados mundiais pela guerra no Oriente Médio não foi suficiente para afastar o investidor estrangeiro da…