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13 de maio de 2026

Novo modelo de crédito imobiliário deve levar a oferta maior e mais estável, diz diretor do BC


Por Agência Estado Publicado 11/05/2026 às 15h09
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O diretor de Regulação e de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do Banco Central, Gilneu Vivan, disse nesta segunda-feira (11) que o novo modelo de financiamento do crédito imobiliário lançado no fim de 2025 deve levar a uma oferta maior e mais estável na modalidade.

Segundo o diretor, o modelo desenvolvido vai tornar claro o volume de recursos disponível para a modalidade, o que vai beneficiar a oferta. “A expectativa é que a gente consiga fazer com que o crédito tenha uma oferta mais estável no tempo”, disse, em uma live da autoridade monetária.

O novo modelo de crédito imobiliário lançado pelo governo em outubro passado prevê um aumento gradual do porcentual do saldo da poupança destinado ao setor. Hoje, são 65%. Com a mudança, o valor passa a ser o equivalente a 100% do saldo, embora os recursos sejam captados a mercado.

As IFs passam a ter um “excedente de financiamento”: a cada R$ 1 concedido para o crédito imobiliário, podem aplicar R$ 1 da poupança a mercado. Os juros do mercado são maiores do que a remuneração da poupança, e a ideia é que esse spread sirva para reduzir os juros da operação.

Segundo Vivan, todas as simulações realizadas até agora apontam que esse modelo vai resultar em juros estáveis ou menores do que os atuais nas operações de crédito imobiliário. Além disso, as taxas também devem se tornar mais estáveis e previsíveis, em termos de expectativas.

“As taxas vão acompanhar o mercado: se a Selic subir muito, a taxa sobe; se a Selic cair, a taxa vai cair também”, disse o diretor. “O importante é que não vamos ter saltos, como vimos no passado recente. A minha expectativa é ter um volume mais previsível de oferta e taxas um pouco mais estáveis.”

Segundo o diretor, os juros da modalidade devem ser inversamente proporcionais à renda, com uma diferença de até 0,4 ponto porcentual ao mês. “O que a gente espera é enxergar uma abertura nas taxas: para quem tem mais condições, uma taxa um pouco maior; para quem tem menos condições uma taxa um pouco menor”, disse.

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