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19 de março de 2026

Ouro tomba quase 6% com amplificação de guerra no Oriente Médio pressionando o metal


Por Agência Estado Publicado 19/03/2026 às 14h55
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O contrato mais líquido do ouro tombou mais de 6% nesta quinta-feira, 19, depois de chegar a cair mais de 9% durante a sessão. O metal recuou em um cenário no qual a guerra no Oriente Médio reverteu grande parte dos fundamentos que haviam impulsionado as cotações no começo do ano. A valorização do dólar com a alta nos preços do petróleo e a queda nas compras institucionais pelos países árabes estão por trás do contexto de quedas para o metal precioso.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para abril encerrou em baixa de 5,9%, a US$ 4.605,7 por onça-troy. Já a prata para maio teve queda de 8,2%, a US$ 71,21 por onça-troy.

O cenário atual é um “grande problema para o ouro”, aponta o TD Securities, que vem alertando sobre um eventual “colapso” nas cotações da commodity desde a amplificação da guerra. “Os CTAs (Consultores de Negociação de Commodities) continuarão vendendo no curto prazo, na maioria dos cenários de preços, embora em escala modesta”, avalia.

“Identificamos rapidamente os riscos de que as nações do Oriente Médio, que desempenharam um papel notável nas compras não declaradas de ouro pelo setor oficial, reduzissem suas compras a zero em meio ao crescente impacto econômico do conflito. Isso criou vulnerabilidades de queda nos preços do ouro”, aponta. À medida que os preços da energia continuam subindo, esse risco se amplia globalmente para os países importadores de energia, alerta.

“Sem o apoio do setor oficial, a participação generalizada de investidores institucionais no mercado de ouro torna-se cada vez mais vulnerável”, pontua o banco. A redução da demanda oficial elimina uma saída para os investidores institucionais que participam de um mercado saturado, avalia.

“A participação sem precedentes do varejo já alimentou extremos nos preços nos últimos meses. Chegará o momento de comprar, mas a linha de tendência da fase do mercado de alta do ouro ainda está cerca de US$ 1.000 onças abaixo dos preços atuais, indicando um potencial considerável de queda, sem, no entanto, colocar tecnicamente em risco o mercado de alta”, conclui.

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