Nós usamos cookies para melhorar a sua experiência em nosso site, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao acessar nosso portal, você concorda com o uso dessa tecnologia. Saiba mais em nossa Política de Privacidade.

17 de abril de 2026

Petrobras elege Guilherme Mello, do Ministério do Planejamento, para presidir seu conselho


Por Agência Estado Publicado 16/04/2026 às 21h45
Ouvir: 00:00

A Petrobras elegeu seu novo conselho de administração. Em assembleia, os acionistas renovaram pela metade o órgão, que passa a ser presidido por Guilherme Mello, secretário executivo do Ministério do Planejamento e Orçamento. Ele assume a cadeira no lugar de Bruno Moretti, que renunciou para assumir o Ministério do Planejamento.

A renovação ocorre em um momento em que a estatal volta aos holofotes por ter sido alvo de críticas do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Após falas de Lula, a estatal demitiu um diretor e devolveu às distribuidoras parte do ágio obtido em leilão de GLP.

A alta do petróleo também é um ponto de preocupação para a companhia. Se, por um lado, a estatal é beneficiada pelas vendas de óleo cru; do outro, é pressionada para manter os preços dos derivados sob controle, para que a alta volatilidade do mercado internacional não chegue ao bolso do consumidor brasileiro.

Como esperado, a União manteve seis das 11 cadeiras no conselho. Os minoritários permaneceram com quatro assentos. A eleição marcou a volta do advogado Marcelo Gasparino ao conselho. Ele havia renunciado ao cargo no ano passado para tentar um assento no conselho de administração da Axia (ex-Eletrobras), mas não foi eleito.

O conselho de administração, com mandato até 2028. passa a ser composto por:

Indicados pela União

Fábio Henrique Bittes Terra, Guilherme Mello, José Fernando Coura, Magda Chambriard (a CEO), Marcelo Weick Pogliese e Renato Galuppo

Indicados pelos minoritários

Francisco Petros, José João Abdalla, Marcelo Gasparino e Rachel de Oliveira Maia
Representante dos empregados

Rosângela Buzanelli já havia sido eleita pelos funcionários da Petrobras e teve seu nome confirmado pelo representante da União presente na assembleia.

Petros superou a candidatura de Márcio Girão Barroso, que obteve 1,09% votos (22.434.992 ações). “Os próximos dois anos prometem enormes desafios para a Petrobras, seja na transição energética, não muito valorizada pela empresa nesse momento no novo cenário geopolítico e econômico, seja nos desafios para o suprimento de equipamentos e bens de capital”, disse Petros ao Estadão/Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, após a eleição.

Petros também ressaltou as condições financeiras do mercado, como a situação dos preços de energia e dos combustíveis, como desafiadoras à governança da empresa. “(Os desafios) para a governança corporativa da empresa, sempre sujeita às variáveis e humores políticos e de outras ordens, para as políticas de conformidade, importantíssimas para a estabilidade gerencial e da supervisão superior reforçam que tempos difíceis requerem espírito altivo”, avaliou.

Por meio de rede social, Gasparino também se manifestou: “Seguimos firmes na construção de valor sustentável, com visão estratégica e foco no longo prazo, em sintonia com os investidores institucionais e com a relevância da Petrobras para o País”.

Orçamento

Na assembleia, os acionistas também aprovaram a manutenção de 11 membros no conselho e as contas da estatal no ano passado, além da proposta de orçamento de capital relativo ao exercício de 2026, e a distribuição de dividendos do período 2025. As contas da estatal foram aprovadas por 83,75% dos votos vinculados às ações ordinárias em circulação. A abstenção foi de 16,25%.

Em relação ao orçamento de capital, a estatal propõe para 2026, investimentos de R$ 114 bilhões. A maior parte desse montante, R$ 83,6 bilhões, será destinada ao segmento de Exploração & Produção, “refletindo a prioridade da empresa em expandir suas operações nessa área”.

Além disso, R$ 19,9 bilhões serão alocados para Refino, Transporte e Comercialização, enquanto R$ 7,5 bilhões serão investidos em Gás e Energias de Baixo Carbono. Por fim, R$ 3 bilhões serão direcionados para o setor Corporativo. A proposta foi aprovada por 84,56% do total de ações ordinárias em circulação, enquanto a abstenção foi de 15,43%.

Dividendos

A proposta de dividendos relativos ao exercício de 2025 também teve aprovação de 84,56% para o pagamento de juros sobre o capital próprio (JCP) no valor total de R$ 41,2 bilhões, correspondendo a R$ 3,20 por ação preferencial e ordinária em circulação.

Pauta do Leitor

Aconteceu algo e quer compartilhar?
Envie para nós!

WhatsApp da Redação

Comentar

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Cofundador da Netflix, Reed Hastings vai deixar conselho da empresa após 29 anos


O presidente do conselho e cofundador da Netflix, Reed Hastings, deixará o conselho da empresa quando seu mandato expirar em…


O presidente do conselho e cofundador da Netflix, Reed Hastings, deixará o conselho da empresa quando seu mandato expirar em…

Economia

Refinaria de Mataripe reduz diesel S-10 em 3,5% e gasolina, em 4,3%


A Refinaria de Mataripe, na Bahia, reduziu o preço dos seus combustíveis nesta quinta-feira, 16, acompanhando a queda do preço…


A Refinaria de Mataripe, na Bahia, reduziu o preço dos seus combustíveis nesta quinta-feira, 16, acompanhando a queda do preço…

Economia

PF transfere ex-presidente do BRB para a Papuda


A Polícia Federal transferiu o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa para o complexo penitenciário da Papuda,…


A Polícia Federal transferiu o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa para o complexo penitenciário da Papuda,…