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03 de abril de 2026

Petróleo fecha dia em alta com endurecimento de tensões globais, mas cai 1% na semana


Por Agência Estado Publicado 19/12/2025 às 16h53
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O petróleo fechou em alta pela terceira sessão consecutiva nesta sexta-feira, 19, impulsionado pelas tensões geopolíticas globais, sobretudo em relação aos Estados Unidos e Venezuela, enquanto um acordo de paz para Ucrânia não deve se concretizar até o Natal, como pretendia o presidente norte-americano, Donald Trump.

Nesta sexta, o petróleo WTI para fevereiro, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), fechou em alta de 0,93% (US$ 0,52), a US$ 56,52 o barril. Já o Brent para mesmo mês, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), avançou 1,08% (US$ 0,65), a US$ 60,47 o barril. Na semana, contudo, o WTI teve perdas de 1,60% e o Brent de 1,06%.

Aumentando as tensões entre os países, Trump afirmou nesta sexta que ainda considera a possibilidade de uma guerra com a Venezuela, em entrevista por telefone para a NBC News, e o secretário de Estado Marco Rubio apontou que o país latino-americano “é o único que não coopera no combate aos cartéis”.

No Leste Europeu, o enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff, deve se reunir ainda nesta sexta com os conselheiros de segurança nacional da Alemanha, França, Reino Unido e Ucrânia em Miami. Uma agenda com a delegação russa é prevista para este fim de semana também na Flórida.

Em conferencia de imprensa anual, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou que Moscou está disposta a avançar em negociações para encerrar a guerra, mas avaliou que ainda não vê prontidão do lado ucraniano e do Ocidente.

A Ritterbusch observa uma potencial de perda de fornecimento venezuelano como modesta, especialmente em comparação com os possíveis ajustes na futura oferta global de petróleo bruto, se um acordo entre Ucrânia e Rússia for alcançado. Contudo, a empresa considera provável que a guerra se estenda ao longo de 2026.

Olhando para o futuro, a oferta abundante permanecerá como o fator dominante nos mercados de energia no ano que vem, alerta a Capital Economics.

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