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13 de maio de 2026

Petróleo fecha em queda com desdobramentos das negociações EUA-Irã no Oriente Médio


Por Agência Estado Publicado 07/05/2026 às 16h15
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O petróleo fechou em queda nesta quinta-feira, 7, após operar volátil durante a sessão, com os investidores monitorando as negociações entre Estados Unidos e Irã e a possibilidade dos americanos voltarem a escoltar navios pelo Estreito de Ormuz.

O petróleo WTI para junho, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), fechou em baixa de 0,28% (US$ 0,27), a US$ 94,81 o barril.

Já o Brent para o mesmo mês, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), caiu 1,19% (US$ 1,21), a US$ 100,06 o barril.

A commodity virou para o positivo depois que o Wall Street Journal informou que Arábia Saudita e o Kuwait suspenderam as restrições impostas ao uso pelos EUA de suas bases e espaço aéreo, levando o governo Trump a buscar a retomada da operação de escolta de navios comerciais no Estreito de Ormuz.

Pouco depois, entretanto, circularam no mercado informações atribuídas à Al Jazeera, a partir de susposta fonte militar norte-americana, dando conta de que a notícia veiculada pelo Wall Street Jornal estava incorreta.

No campo diplomático, o Irã disse estar revisando as últimas propostas dos EUA para encerrar a guerra, mas o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do país, Esmail Baghaei, disse que “Teerã ainda não chegou a uma conclusão”. Segundo uma empresa de dados de navegação, o regime persa criou uma agência para verificar e taxar embarcações que buscam passagem pelo Estreito de Ormuz, reforçando seu controle sobre a via marítima.

Para analistas do ING, o mercado segue cauteloso e continuará sendo guiado pelas manchetes mais recentes. “Um acordo que restabeleça o tráfego por Ormuz reduziria o prêmio de risco de oferta, mas qualquer atraso ou revés nas negociações poderia rapidamente voltar a pressionar para cima os preços do petróleo”, afirmam.

No radar, o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, disse à Fox News que o Irã pode ser forçado a desligar alguns de seus reservatórios de petróleo caso a guerra se prolongue por muito tempo e o país não consiga exportar a commodity.

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